Dia Nacional dos direitos dos não fumantes ou "Giornata nazionale dei diritti dei non fumatori" (10 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia Nacional dos direitos dos não fumantes" ou "Giornata nazionale dei diritti dei non fumatori": Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2019, : daqui 320 dias, 05:10:46-03:00.
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O Dia Nacional dos direitos dos não fumantes ou "Giornata nazionale dei diritti dei non fumatori" em 10 de janeiro de cada ano, é uma comemoração extraoficial de italianos, que, desde 2005, tem sido promovido por 64 organizações italianas, incluindo GEA Projeto Saúde ou "Progetto Salute", SITAB [Sociedade Italiana de Tabaccologia ou "Società Italiana di Tabaccologia"]e LILT [Liga Italiana de Luta contra o Câncer ou "Lega Italiana per la Lotta contro i Tumori"].

Essa data comemorativa extraoficial da Itália tem por fim, marcar a data da entrada em vigor do artigo Nº 51 da Lei Nº 3 de 2003 ou "Lei Sirchia", que foi proposta pelo ex-ministro italiano da Saúde do governo Berlusconi, Girolamo Sirchia, e que legislou sobre a proteção dos não-fumantes na Itália a partir de 10 de janeiro de 2005, proibindo o tabaco em prédios públicos, cafés, restaurantes, boates, etc... com pesadas multas para quem descumpra a proibição, tanto para os fumantes, quanto para os proprietários do estabelecimento onde a norma esteja sendo descumprida, cuja lei conta com aprovação dos próprios fumantes e tem sido bastante respeitada, em que pese a tradição de a Itália ser um país que tenha muitos registros de evasão fiscal e desobediência ao Estado.

Para conhecimento, o cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são consequência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas.
Não é à toa que vários países têm criado tantas medidas para desestimular o consumo de cigarro, principalmente nos últimos anos.

O fumo gera sobrecarga do sistema de saúde com tratamento de doenças ligadas ao tabaco, causa mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumenta as faltas no trabalho, reduz a qualidade de vida de fumantes e de sua família. Uma pesquisa do Banco Mundial apontou que esses e outros fatores geram uma perda de 200 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 80 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Mas por que o fumo faz tanto mal?

Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro, está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. veja que até os agrotóxicos utilizados na plantação, por tabela acabam por ser inalados pelo fumante.
Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono [o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis], por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose.
O alcatrão é, na verdade, um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

Porém, um dos maiores vilões no consumo do cigarro é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a frequência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocárdio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, o que pode levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.
Esses e muitos outros malefícios gerados pelo tabagismo não ficam restritos aos fumantes. As pessoas que convivem com os consumidores de tabaco também sofrem as consequências do cigarro. São os chamados fumantes passivos.

Ao respirar a fumaça do cigarro, a pessoa está absorvendo substâncias tóxicas e cancerígenas. Por isso, o fumante passivo tem 30% a mais de chances de ter câncer, e a probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio aumenta 24%, em relação a uma pessoa que não convive com tabagistas. Daí a necessidade das chamadas áreas para fumantes.
Finalmente, nem tudo está perdido. As advertências do Ministério brasileiro da Saúde sobre os malefícios do cigarro no Brasil, por exemplo, e outras leis antitabagistas podem incomodar algumas pessoas, mas seus resultados já podem ser sentidos. Uma pesquisa encomendada pelo INCA [Instituto Nacional do Câncer] no Brasil, demonstrou que, entre 1989 e 2002, o percentual de fumantes no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, por exemplo, caiu de 29,8% para 21,4%.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a "Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição", 35% da população adulta no Brasil era fumante. 20 anos mais tarde, de acordo com um estudo de 2008 do VIGITEL [Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico] do Ministério da Saúde, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

Fontes consultadas:

  1. www.nonfumatori.it/…
  2. lazionauta.it/…
  3. cafgricignano.blogspot.com/…
  4. www.liberation.fr/…
  5. www2.inca.gov.br/…
  6. www.inatel.br/…

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