Dia Nacional do Engenheiro de Pesca (14 de dezembro)

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Próxima Celebração "Dia Nacional do Engenheiro de Pesca": Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017, : daqui 51 dias, 14:34:19-02:00.
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O Dia Nacional do Engenheiro de Pesca em 14 de dezembro de cada ano, é uma comemoração de brasileiros, que foi instituída pela Lei Nº 12.820 de 5 de junho de 2013, com o apoio da FAEP [Federação das Associações de Engenheiros de Pesca] do Brasil.

Essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data da graduação da 1ª turma de Engenheiros de Pesca brasileiros, que se formaram pela UFRPE [Universidade Federal Rural de Pernambuco] em 14 de dezembro de 1974, numa profissão cujo reconhecimento do curso e formação seria posteriormente oficializado pelo Decreto Nº 78.464 de 27 de setembro de 1976.

Para conhecimento, o engenheiro de pesca trabalha com a cultura, a criação, a captura e a industrialização de organismos aquáticos. Ele é preparado para aplicar novos métodos e tecnologias na localização, captura, beneficiamento e conservação de peixes, crustáceos e moluscos. Pode, ainda, se dedicar à criação ou reprodução desses animais, em fazendas aquáticas. Suas atribuições incluem os aspectos administrativos e de gestão da pesca ou da aquicultura, além de também se responsabilizar pela instalação e pela manutenção de equipamentos usados pela indústria pesqueira e de beneficiamento de criaturas aquáticas.

É importante frisar que a Engenharia de Pesca e a Engenharia de Aquicultura são cursos semelhantes, com quase a mesma base. Segundo o engenheiro de pesca e coordenador de curso de Engenharia de Aquicultura da UFPR [Universidade Federal do Paraná], Carlos Eduardo Zacarkim, "A principal diferença entre essas duas vertentes profissionais, reside no fato de que a engenharia de pesca tem foco na pesca extrativa e nos aspectos relacionados ao ordenamento pesqueiro, ecologia, dinâmica de populações, navegação etc... Enquanto a engenharia de aquicultura centra-se, exclusivamente, na produção, ou seja, com essa segunda profissão não se pesca nada". No currículo de Engenharia de Aquicultura estão conteúdos relativos à produção de praticamente todas as espécies cultiváveis, desde de peixes, camarões, rãs até algas, além da construção de complexos aquícolas.
Um engenheiro de pesca pode atuar na

  • administração e economia pesqueira: planejar, implantar e gerenciar empresas pesqueiras;
  • aquicultura: projetar fazendas e viveiros e desenvolver técnicas para a criação de organismos marinhos e de água doce, além de estudar a viabilidade econômica, técnica e jurídica de empreendimentos de aquicultura e dar consultoria em fazendas aquáticas;
  • ecologia aquática: estudar ecossistemas aquáticos a fim de garantir a exploração sustentável dos recursos;
  • extensão pesqueira; orientar comunidades de pescadores para aumentar a produtividade e o desenvolvimento econômico e social da região de maneira sustentável;
  • investigação, planejamento e tecnologia pesqueira: pesquisar o potencial pesqueiro de uma região e elaborar programas para seu desenvolvimento, além de criar técnicas de localização e captura de animais aquáticos;
  • produção: desenvolver técnicas de criação de peixes (piscicultura), mariscos (maricultura), camarões (carcinicultura) e plantas aquáticas;
  • tecnologia do pescado: fazer o controle sanitário e inspecionar a conservação, o beneficiamento e a industrialização do pescado, agregando valor e desenvolvendo novos produtos.

Já que as atividades associadas ao meio ambiente estão em alta. o engenheiro de pesca encontra espaço, tanto na indústria de beneficiamento de pescados e em fazendas aquáticas, quanto em órgãos públicos brasileiros, como o IBAMA [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e a EMBRAPA [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária]. acredita-se que a criação das câmaras setoriais de pesca e aquicultura, no Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] do Brasil, deve turbinar o setor, gerando mais empregos. Consultoria, ensino e pesquisa – particularmente as focadas em novas tecnologias de cultivo sustentável – também absorvem profissionais. O Estado brasileiro de Santa Catarina, maior polo pesqueiro do país, com 25% da produção, gera a maior parte das vagas do setor. O Nordeste também tem boas oportunidades. Na Região Centro-Oeste, frigoríficos e a piscicultura ganham espaço. No Norte, no Estado brasileiro de Rondônia, a produção das fazendas aquícolas cresce, ano a ano.

Na formação de um engenheiro de pesca, disciplinas básicas, como cálculo, ecologia e zoologia, integram os anos iniciais do curso, que tem duração média de 5 anos. O aluno também vê biologia pesqueira, bioquímica, tecnologia de pesca, aquicultura, economia e administração pesqueira. Nesse curso, são abundantes as aulas práticas, em laboratório e a bordo de barcos. Nelas, o aluno aprende técnicas de navegação, captura e cultivo de peixes, moluscos e crustáceos. Para se formar é preciso fazer estágio e apresentar um TCC [trabalho de conclusão de curso].
Deve-se prestar atenção, que algumas instituições oferecem especificamente o curso de Engenharia de Aquicultura.

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www2.camara.leg.br/…
  3. guiadoestudante.abril.com.br/…

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