Dia nacional de combate e prevenção da Hanseníase (último domingo de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia nacional de combate e prevenção da Hanseníase": Domingo, 28 de Janeiro de 2018, : daqui 96 dias, 14:27:35-02:00.
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O Dia nacional de combate e prevenção da Hanseníase no último Domingo de janeiro de cada ano, é uma comemoração móvel no Brasil, que foi instituída pela Lei Nº 12.135 de 18 de dezembro de 2009, e que foi criada com base no "Dia Estadual de Combate a Hanseníase" do Estado brasileiro de São Paulo, em apoio ao "Dia Mundial do Hanseniano" ou "World Leprosy Day", cuja data das celebrações pode ocorrer entre os dias 25 de janeiro e 31 de janeiro de cada ano no calendário gregoriano.

Segundo consta, muito embora não faça oficialmente parte do calendário de datas festivas da ONU, atualmente, a data comemorativa internacional conta com o apoio da ONU [Organização das Nações Unidas], e começou a ser festejada a partir de proposta do poeta e jornalista francês, Raoul Follereau [também conhecido como "Peregrino do Amor" por sua atuação na ajuda e defesa dos leprosos], a partir de uma visita do seu idealizador a um leprosário na Costa do Marfim, que foi inicialmente sugerida para o 3º Domingo após a Epifania em janeiro, data tida como associada ao relato da cura da lepra descrita no Evangelho da Bíblia Sagrada, e que tem por fim fazer com que um dia, essa data não seja mais necessária, para além se também servir como instrumento de conscientização sobre a milenar enfermidade causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que foi identificado em 1873 pelo médico Norueguês, Gerhard Henrick Armauer Hansen, como causador da doença também conhecida como Lepra, da qual se tem notícias desde os tempos bíblicos.

Tudo começou em 1936, quando o diretor de um jornal argentino pediu a Raoul Follereau para que ele fosse à região do Saara em buscas de informações sobre o Padre de Foucauld, cujo 20º aniversário de morte estava prestes a ser celebrado. Foi durante uma dessas viagens, que, pela 1ª vez, Follereau se encontrou com as pessoas afetadas pela hanseníase. Nos 10 anos seguintes, ele viajou o mundo muitas vezes, realizando 1200 conferências, que lhe permitiram apoiar o Leprosário de Adzopé na Costa do Marfim, a cidade de pessoas afetadas pela lepra. Mas ele ainda achava que alguma coisa mais deveria ser feita. Ele queria que os leprosos estivessem livres da segregação que os aprisionava, e do estigma da doença. Então ele foi visitá-los, abraçou-os, tornou-se amigo deles, para promover a ideia de que as pessoas afetadas pela hanseníase são seres humanos, já que durante séculos eles haviam sido considerados apenas seres deformados, para serem isolados pelo mundo inteiro.

Além do apoio aos pacientes de hanseníase e da luta contra o estigma, ele também realizou uma forte campanha para informar as pessoas sobre a pobreza, injustiça e indiferença, as causas subjacentes da doença. Seus apelos para a paz e para uma distribuição mais igualitária dos recursos do planeta tornaram-se muito famosos. Raoul Follereau tinha uma grande habilidade em aumentar o entusiasmo e estimular o compromisso, até de pessoas mais simples. Estes dons, juntamente com um forte desejo de trabalhar para os mais carentes, deu um grande impacto social às suas iniciativas. Assim, Raoul Follereau conseguiu ser um grande transformador social; Muitas de suas declarações ainda são verdadeiras para os problemas sociais dos tempos atuais. Milhões de pessoas ainda estão trabalhando, inspiradas por suas palavras e suas obras. Há muitas associações de Raoul Follereau no mundo, inspiradas por suas palavras, e trabalhando para pessoas afetadas pela hanseníase e outras pessoas menos privilegiadas e marginalizadas. Por exemplo, existem associações Raoul Follereau na França, Benin, Madagascar, Mali, Luxemburgo, Suíça, Chade, Portugal, Guiné-Bissau, etc...

Por ocasião deste dia festivo, Governos e ONGs [organizações não-governamentais] costumam realizar eventos públicos e educacionais, onde são fornecidas informações sobre como prevenir a propagação da doença. Médicos e outros profissionais de saúde conversam com o público sobre como reconhecer os sintomas da hanseníase. Organizações também realizam eventos e maratonas para arrecadar dinheiro para pesquisas científicas e fornecimento de tratamento e reabilitação para aqueles contaminados com a doença. Além disso, seminários e workshops são realizados em todo o mundo para abordar os problemas enfrentados pelos pacientes com hanseníase, e encontrar maneiras de reduzir o estigma social enfrentado por eles.

Para conhecimento, hanseníase, lepra, morfeia, mal de Hansen ou mal de Lázaro é uma doença infecciosa causada pelo baciloMycobacterium leprae (também conhecida como bacilo-de-hansen), que causa danos severos a nervos e à pele. A denominação hanseníase deve-se ao descobridor do microrganismo causador da doença, doutor Gerhard Hansen. O termo lepra está em desuso no Brasil, por sua histórica conotação negativa. A hanseníase é uma doença contagiosa, que passa de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para outra. Demora em média, de dois a 5 anos, para aparecerem os primeiros sintomas. O portador de hanseníase apresenta sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos que facilitam o diagnóstico. Pode atingir crianças, adultos e idosos de todas as classes sociais, desde que tenham um contato intenso e prolongado com o bacilo. Pode causar incapacidade ou deformidades quando não tratada ou tratada tardiamente, mas atualmente, tem cura. O tratamento geralmente é fornecido por sistemas públicos de saúde, como o SUS [Sistema Único de Saúde] no Brasil.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. www.planalto.gov.br/…
  3. www.timeanddate.com/…
  4. english.aifo.it/…
  5. effecthope.org/…
  6. www.lepra.org.uk/…
  7. pt.wikipedia.org/…

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