Dia Internacional das Viúvas" ou "International Widows Day" (23 de junho)

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Próxima Celebração "Dia Internacional das Viúvas" ou "International Widows Day": Sábado, 23 de Junho de 2018, : daqui 244 dias, 10:26:47-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia Internacional das Viúvas" ou "International Widows Day" em 23 de junho de cada ano, é uma Comemoração internacional, que já vinha sendo festejada desde 2005 na Inglaterra e Índia, a partir da iniciativa da Fundação Loomba, uma ONG [Organização Não-Governamental] dedicada ao cuidado das viúvas em todo o Mundo, e que encontrou uma grande defensora na então Primeira Dama do Gabão, Sylvia Bongo, apoiada pelo então presidente gabonês, Ali Bongo Ondimba.

O apoio da Primeira Dama do Gabão, permitiu que essa data celebrativa terminasse por ser ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua Resolução A/RES/65/189 de 21 de dezembro de 2010, "conclamando aos seus "Estados-Membros, o sistema das Nações Unidas e outras organizações internacionais e regionais, para darem uma atenção especial à situação das viúvas e seus filhos".

Essa data comemorativa internacional ratificada pela ONU tem por fim, marcar o aniversário da data da viuvez precoce da mãe do fundador da Fundação Loomba, Shrimati Pushpa Wati Loomba, que enviuvou em 23 de Junho de 1954 com a idade de apenas 37 anos na Índia, tendo experimentado na própria carne desde então, a discriminação social e econômica tradicionalmente vivida pelas viúvas indianas, pois na cultura Hindu, quando o marido morre, a esposa que, até 1827 tinha de se submeter a um ritual conhecido como sati ou suttee de um antigo costume entre algumas comunidades hindus, hoje em dia estritamente proibido pelas leis do Estado Indiano, pelo qual ela era obrigada (no sentido honroso, moral, e prestigioso), enquanto esposa, viúva devota (após a morte do marido), a se sacrificar viva na fogueira da pira funerária de cremação de seu marido morto, na atualidade, passa a não mais ter propósito em sua vida, visto que, muito embora elas não sejam mais queimadas vivas nos tempos modernos, hoje em dia, elas sofrem uma espécie de morte moral, porque são impedidas de continuar vivendo como toda gente, tendo de se submeter a vida de pobreza e exclusão, conformando-se em serem perseguidas e humilhadas, só lhes restando, como alternativa, esperar a morte chegar, enfrentando então, toda sorte de dificuldades, juntamente com seus filhos.

Acontece que na Índia, as mulheres se casam meninas e, a partir do momento da morte do marido, são consideradas amaldiçoadas, são violentadas, abusadas e passam a viver na rua, sendo evitadas por todos os indianos, pois quando a mulher de várias comunidades hindus perde o marido, ela perde também o seu status na sociedade, passando a ser uma espécie de praga ou mau agouro pela família do marido e pela sua própria família. Assim, a partir da triste experiência vivida por sua mãe, enquanto viúva, o político e empresário indiano radicado na Inglaterra, Rajinder Paul "Raj" Loomba ou Baron Loomba, passou a ser conhecido por seu trabalho de angariação de fundos e campanha sobre a questão da viuvez no mundo em desenvolvimento, tendo criado a Fundação Loomba, que tem entre seus principais objetivos, destacar o que o Senhor Loomba descreve como uma calamidade invisível, visto que, segundo estimativas do livro "invisíveis, sofrem esquecido: A condição das Viúvas em todo o mundo" ou "I/tnvisible, Forgotten Sufferers: The Plight of Widows Around the World" de 2010, existem em todo o mundo, 245 milhões de viúvas, 115 milhões das quais vivem na pobreza e sofrem estigmatização social e privação económica, simplesmente porque elas perderam seus maridos. Já na índia, segundo o último censo oficial, existem cerca de 45 milhões de viúvas, sendo uma em cada 4 famílias.

durante o 6º "Dia Internacional das Viúvas" em 2010, foram realizados eventos em Ruanda , Sri Lanka , Estados Unidos da América, Reino Unido, Nepal, Síria, Quênia, Índia, Bangladesh e África do Sul. Numa das últimas celebrações dessa data festiva durante seu mandato, o diplomata coreano e então Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que "há cerca de 259 milhões de viúvas em todo o mundo e quase metade vive na pobreza". Ban afirmou que viúvas são muitas vezes estigmatizadas por suas famílias e comunidades. Muitas sofrem discriminação com base em idade e gênero, e algumas tiveram suas vidas marcadas por abusos físico e sexual. Segundo o secretário-geral, viúvas mais velhas frequentemente têm poucos recursos econômicos, após uma vida inteira de trabalho árduo, mas não remunerado. Ele alertou ainda, que, mesmo em países desenvolvidos, o valor das pensões das mulheres podem ser cerca de 40% mais baixo do que a dos homens. Nessa ocasião, o secretário-geral pediu compromisso para tornar as viúvas mais visíveis nas sociedades e para apoiá-las a viverem suas vidas de forma "produtiva, igual e gratificante".

Fontes consultadas:

  1. documents-dds-ny.un.org/…
  2. en.wikipedia.org/…
  3. www.unmultimedia.org/…
  4. jarconsian.wordpress.com/…

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