Dia Internacional da Culinária Italiana ou "International Day of Italian Cuisines" (17 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia Internacional da Culinária Italiana" ou "International Day of Italian Cuisines": Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018, : daqui 85 dias, 14:29:20-02:00.
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O Dia Internacional da Culinária Italiana ou "International Day of Italian Cuisines" em 17 de janeiro de cada ano, é uma comemoração internacional, que conta com o apoio do GVCI [Grupo Virtual de Cozinheiros Italianos ou "Gruppo Virtuale Cuochi Italiani"], um grupo formado por uma rede de profissionais da enogastronomia italiana que vivem fora da Itália, responsáveis por liderar o movimento contra a falsificação de receitas e ingredientes da cozinha italiana e por ações de divulgação da tradicional cultura da Itália, com o objetivo de evitar a disseminação de produtos e receitas que se dizem italianas, mas são falsas”, visto que as receitas italianas são fáceis, gostosas e baratas de se preparar, por terem como característica um perfil familiar e normalmente serem feitas para um grande número de pessoas.

Para conhecimento, a culinária italiana evoluiu através dos séculos, ao longo das mais variadas alterações sociais e políticas, muito Embora a Itália como país, tal qual a conhecemos hoje, não tenha se formado até o século XVIII; suas raízes podem ser traçadas até pelo menos o século IV AC. Mudanças significantes ocorreram com a descoberta do Novo Mundo, e por diversas influências ao longo desta sua história, inclusive das regiões vizinhas, e devido à mudanças ocorridas depois de conquistas e distúrbios políticos, que ajudaram a moldar muito do que é conhecido como a culinária italiana hoje em dia, através da introdução de ingredientes como batatas, tomates, pimentões e milho, todos eles parte central da atual cozinha da Itália, e que no entanto só foram introduzidos em grande escala a partir do século XVIII, fazendo com que a cozinha italiana se convertesse numa tradição culinária concreta, que é reconhecida hoje em dia como uma das mais destacadas do mundo, onde surgiu a Pizza, o Macarrão, a Lasanha e muitas outras massas que conhecemos.

O 1º crítico gastronômico italiano conhecido foi um poeta, gastrônomo, e, provavelmente, cozinheiro de etnia grega, chamado Arquestrato, que viveu em Gela ou Siracusa, na Sicília em meados do século IV AC. Entre seus escritos estava um poema, que mencionava o uso de ingredientes frescos, "da estação e de 1ª qualidade", e que os sabores dos pratos não deveriam ser mascarados por condimentos, ervas ou quaisquer outros temperos desta natureza, com uma ênfase especial para este estilo de preparo com os peixes, e que parecia ter sido esquecido durante o século I dC, quando a obra "De re coquinaria" (ou Ars Magirica, ou Apicius Culinaris) foi publicada como um compêndio de receitas culinárias da Roma antiga, pelo gastrônomo italiano, Marcus Gavius Apicius, que ficou conhecido a partir de manuscritos organizados por monges de Fulda nos séculos VIII e IX e editados somente no século XIX, com 470 receitas, incluindo muitas com grande uso de especiarias e ervas que seguramente escondiam muito do sabor natural dos ingredientes usados. Originalmente escrito em latim, as receitas trazem exemplos de outras culinárias além da romana, como a grega por exemplo.
Os romanos utilizavam-se então dos melhores padeiros gregos para produzir os seus pães e importavam o queijo pecorino da Sicília, cujos habitantes eram tidos como os melhores mestres queijeiros. Os romanos também eram conhecidos naquele tempo, pela criação de cabras pela sua carne, e pelo cultivo de alcachofras e alho-poró.

Atualmente, na culinária italiana, tanto ingredientes como pratos mudam de região para região do país. Existem diversos pratos regionais importantes que também assumiram caráter nacional, enquanto diversos pratos que já foram regionais proliferaram, em diversas variantes, por todo o país. Queijos e vinhos são uma parte importantíssima da cozinha do país, desempenhando diferentes papéis tanto regionalmente quanto nacionalmente, com sua inúmera variedade e leis de regulamentação ou DOC [Denominazione di origine controllata]. Também o café, mais especificamente o espresso, assumiu um papel de destaque relevante na cultura gastronômica da Itália.

A Itália possui uma cozinha essencialmente tradicional e com uma grande variação de produtos. Para quem pensa que, na Itália se come somente massa está muito enganado. Além de se comer muito bem, se come de tudo, muitos pratos de carne, peixe, cordeiro, frango, peru, frutos do mar e seus acompanhamentos, sem falar dos doces…
O italiano é muito exigente e crítico à mesa. Valorizam extremamente os seus produtos, possuem o hábito de quando vão ao mercado verificar sempre a proveniência dos artigos para identificar, e garantir que o produto é de qualidade e pode ser consumido. Um dos lemas da cozinha italiana é aproveitar o que é produzido nas cercanias garantindo assim a "fresqueza" do produto que será consumido.

Um típico almoço italiano não se encontra num prato único, é dividido em "antipasto", "primo piatto", "secondo piatto", "contorno", "dessert"... Os italianos não gostam de misturar os sabores e optam sempre pela simplicidade. Restaurante a quilo? Nem pensar… Imaginem colocar um monte de comidas mais ou menos desconjuntadas no mesmo prato, isso não existe e acho que nunca vai existir na verdadeira culinária italiana. A refeição completa começa pelo "antipasto" (aperitivo), que são divididos em entradas frias e quentes, simples, ou seja, consiste num único ingrediente básico, composto por várias preparações variadas). O aperitivo é servido em pequenas quantidades, porque seu trabalho é para aguçar o apetite, em antecipação de pratos principais.

Depois, vem o "Primo Piatto": pode se escolher dentre um dos mil tipos de massa existentes com as mais variadas combinações , um risotto, ou uma minestra (tipo de sopa). Esses tipos de prato normalmente são bastante ricos em carboidratos e se opõe ao próximo, que é o secondo e que tem maior valor proteico, chamado "Secondo piatto", geralmente de carne, peixe ou ovo sempre acompanhado por verduras e legumes. já o "contorno" é o que os italianos chamam de acompanhamento). Normalmente consumido depois de se saborear um primo piatto.

E para finalizar, um "dessert", (palavra bem pouco italiana, mas que se usa para indicar algo de doce, e que se pode chamar também de "dolci, e para complementar "il caffè espresso": nem precisa falar que é o único que existe na verdadeira Itália, as outras variações são todas consideradas "cose di americani", tudo isso saboreado num longo, tempo, sem pressa de terminar, pois o tempo necessário cresce ainda mais por causa das conversas demoradas que sempre acompanham as refeições, mas no fim, se a mesa é um lugar de prazer, de encontros , de troca de conhecimentos, porque os italianos deveriam querer levantar tão cedo?!

Fontes consultadas:

  1. www.itchefs-gvci.com/…
  2. saboresdaitalia.com/…
  3. pt.wikipedia.org/…

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