Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina ou "International Day Against Female Genital Mutilation" (6 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina" ou "International Day Against Female Genital Mutilation": Terça-Feira, 6 de Fevereiro de 2018, : daqui 110 dias, 05:31:52-02:00.
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O Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina ou "International Day Against Female Genital Mutilation" em 6 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração internacional, que foi começou a ganhar vida em 2003 a então Primeira Dama da Nigéria e porta-voz da Campanha Contra a Mutilação Genital Feminina, Stella Obasanjo, fez uma declaração oficial sobre "Tolerância Zero à mutilação genital feminina na África, durante uma conferência organizada pelo IAC [Comitê Inter-Africano sobre Práticas Tradicionais que Afetam a Saúde das Mulheres e Crianças ou Inter-African Committee on Traditional Practices Affecting the Health of Women and Children"], e que logo em seguida, ganhou o apoio da Sub-Comissão da ONU para a Promoção e a Proteção dos Direitos Humanos ou "Sub-Commission on the Promotion and Protection of Human Rights" e outras organizações internacionais.

Atualmente, essa data comemorativa internacional, que também é conhecida como "Dia Internacional de Tolerância Zero para com a Mutilação Genital Feminina" ou "International Day of Zero Tolerance to Female Genital Mutilation", tem sido grandemente promovida pela WISE [Iniciativa da Mulher islâmica em Espiritualidade e Igualdade ou "Women's Islamic Initiative in Spirituality and Equality"], como parte de um programa da ASMA [Sociedade norte-Americana para a Evolução dos Muçulmanos ou "American Society for Muslim Advancement"].

Para conhecimento, segundo dados da OMS [Organização Mundial de Saúde] ou WHO [World Health Organization], do UNFPA [Fundo das Nações Unidas para a População ou "United Nations Population Fund"] e do UNICEF [Fundo das Nações Unidas para a Infância ou "United Nations International Childrens Emergency Fund"], são estimadas cerca de 140 milhões de mulheres e crianças genitalmente mutiladas, havendo ainda em todo o mundo, aproximadamente 3 milhões de seres humanos em risco anual de serem sujeitos a essa prática, com cerca de 6 mil meninas e mulheres em risco diário de serem genitalmente mutiladas, sendo que a cada 4 minutos, são retirados de uma menina o clítoris e, em alguns casos, até mesmo os lábios vaginais, como parte de ritual religioso ou pressão social, numa inaceitável mutilação que infelizmente, ainda é abertamente praticada em 28 países diferentes do continente africano, além de por conta da imigração, em partes do Oriente Médio, Europa, Austrália e Estados Unidos da América, em que pese, uma quantidade crescente de evidências médicas mostre que a mutilação genital feminina representa uma ameaça à saúde das mulheres e das meninas e aumenta a suscetibilidade ao HIV e à mortalidade materna, pois a maioria das crianças na idades de 4 a 10 anos são submetidas à mutilação genital feminina, muito embora tenha havido uma recente mudança descendente na idade das vítimas.

Ainda a título de conhecimento, a mutilação genital feminina é um dos vários termos usados para descrever o procedimento no qual toda ou parte da genitália externa de uma mulher ou de uma menina é cortada e/ou removida, como uma perigosa prática, que se originou em algumas partes da África, principalmente Egito e Sudão, e que, nas concepções da atualidade, contradiz os princípios do Islã, viola as leis internacionais sobre os direitos das crianças e das mulheres, e causa extensos danos médicos, sociais e espirituais. É uma prática cultural que remonta a milhares de anos, talvez até, desde os tempo dos faraós egípcios, e foi praticada muito antes do nascimento do Islã no século VII. No Egito, por exemplo, é Praticada, tanto por cristãos, como por muçulmanos. Apesar do fato de que o Alcorão não faz nenhuma referência à mutilação genital feminina, e que o Profeta disse: "Tome Cuidar de suas filhas e não as machucar", a prática ainda continua a ser adotada hoje em dia, e infelizmente tem sido erroneamente reconhecida como uma tradição religiosa dentro de algumas partes do mundo muçulmano. Depois, se o propósito da mutilação genital feminina é diminuir ou eliminar o prazer sexual de uma mulher e, assim, garantir a castidade, então isso vai contra os princípios do Islã, que não permite monges ou freiras, e que considera as relações sexuais como um benefício saudável do casamento. De fato, os costumes tribais e as antigas normas culturais são muito poderosas e, muitas vezes legitimadas pela caracterização como "religiosos", mesmo quando realmente não o são. Por isso, muito embora a mutilação genital feminina seja frequentemente considerada uma prática islâmica, especialmente nas áreas rurais, ela é esmagadoramente condenada por estudiosos islâmicos, denunciada através de pronunciamentos legais no Islã, emitidos por especialistas em lei religiosas ou "Fatwas" [opiniões da lei islâmica], além de prestada como ilegal por Leis governamentais.

A WISE tem trabalhado para eliminar essa prática cultural, através de parcerias com ONGs locais, tendo por fim educar muçulmanos sobre como a mutilação genital feminina não é uma prática religiosa islâmica, mas uma questão cultural que é prejudicial para as mulheres e para toda a sociedade. Assim, como parte da campanha esforço ou "Jihad" contra a Violência, a WISE está colaborando com a EASD [Associação Egípcia da Sociedade para o Desenvolvimento ou "Egyptian Association for Society Development"], uma ONG [Organização Não-Governamental] da localidade egípcia de Gizé, que trabalha para erradicar a mutilação genital feminina, fornecendo educação religiosa contra a prática, bem como incentivos financeiros e atividades econômicas de substituição para os atuais profissionais da mutilação genital feminina.
Por exemplo, em 2008, os membros da associação chegaram ao barbeiro egípcio, Amin Hussein, que, regular e ilegalmente, praticava a mutilação genital feminina como profissão, para que ele pudesse apoiar financeiramente sua esposa e 3 filhos. Depois de receber educação, demonstrando que a mutilação genital feminina não é uma prática islâmica, e que ela pode ser prejudicial para as mulheres e para a sociedade em geral, Hussein concordou em parar a prática, em troca de compensação monetária e novas ferramentas para seu negócio de barbearia, que agora está prosperando. Há mais de um ano que Hussein cometeu um único procedimento de mutilação genital feminina, e ele orgulhosamente exibe em sua barbearia para que todos possam ver uma declaração da Universidade Al-Azhar que a mutilação genital feminina é proibida pela fé islâmico ou um "Haraam". Em outro caso bem sucedido no âmbito deste projeto-piloto, Zeinab Mohammed, uma parteira viúva de uma região empobrecida de Gizé, concordou em deixar de praticar a mutilação genital feminina, em troca de um investimento na sua mercearia e aves de capoeira.

Em sintonia com a EASD, a Iniciativa da Mulher islâmica em Espiritualidade e Igualdade apela urgentemente a todos os líderes religiosos e comunitários educacionais do islã, para que possam efetivamente eliminar a mutilação genital feminina no contexto das suas comunidades locais, além de apelar também, a todas as pessoas influentes de todo o mundo, para que assumam a liderança no estabelecimento de esforços renovados para erradicar a prática da mutilação genital feminina.

Fontes consultadas:

  1. en.wikipedia.org/…
  2. www.worldpress.org/…
  3. www.wisemuslimwomen.org/…
  4. www.wisemuslimwomen.org/…
  5. www.wisemuslimwomen.org/…

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