Dia Estadual em homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos durante a ditadura civil-militar brasileira (22 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Estadual em homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos durante a ditadura civil-militar brasileira": Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, : daqui 123 dias, 10:26:21-02:00.
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O Dia Estadual em homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos durante a ditadura civil-militar brasileira em 22 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro do Pernambuco, que foi estatuída pela Lei Nº 14.442 de 17 de outubro de 2011.

De acordo com a Lei pernambucana supracitada, durante as celebrações desse dia festivo, a sociedade civil organizada do Estado pernambucano poderá realizar eventos em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos durante a Ditadura Civil Militar do Brasil, a exemplo de debates e palestras de conscientização nas escolas públicas pernambucanas.

Essa data comemorativa do Estado do Pernambuco tem por fim, marcar a data do nascimento do ativista político brasileiro, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, que veio ao mundo em 20 ou 22 de fevereiro de 1948 ou 1949, e que sempre se destacou por sua militância ativa, até passar para a categoria de desaparecido político por ocasião de um sábado de Carnaval em 23 de fevereiro de 1974 na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, durante uma das épocas de repressão militar no Brasil, mesmo sendo então concursado público da Companhia de Águas e Energia Elétrica do Estado brasileiro de São Paulo, e contando então com residência fixa na capital paulista.
De acordo com um de seus irmãos, João Artur, Fernando não era ligado à luta armada, mas era membro da APML [Ação Popular Marxista-Lenista]. Seu caso é investigado pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.
Outro irmão de Fernando e político na cidade brasileira de Olinda-PE, Marcelo Santa Cruz, ao falar sobre a época da prisão do irmão à Comissão da Verdade, declarou: "A gente considerava que tinha sido o DOI-Codi. Sabe-se agora que Fernando foi morto em função de ser o contato de Jair Ferreira de Sá (que a ditadura não conseguiu prender) e de não ter aberto os pontos (contatos).

Para conhecimento, no ano de 1967, Fernando Santa Cruz, como é conhecido, já participava do movimento estudantil secundarista, tendo sido preso na cidade brasileira de Recife-PE, por ocasião de uma passeata contra o acordo MEC-Usaid, que moldaria o ensino brasileiro segundo os moldes norte-americanos, prejudicando a qualidade do ensino nacional brasileiro.
Preso por uma semana no Juizado de Menores de Pernambuco, junto com o seu amigo e ativista estudantil, Ramirez Maranhão do Valle, Fernando Santa Cruz experimentou então, a dura realidade dos menores que são marginalizados pela sociedade.

Após sair da prisão, passou a atuar mais na política, voltando sua luta para o Movimento Estudantil. Dessa forma, Fernando Santa Cruz passou a ser um dos articuladores do movimento estudantil no Pernambuco, inclusive como um dos reestruturadores da ARES [Associação Recifense dos Estudantes Secundaristas].

Quando se deu a assinatura do AI-5 [Ato Institucional Nº 5] no Brasil, Fernando Santa Cruz viu-se pressionado a não mais atuar nas lutas políticas de Recife e se mudar da capital pernambucana. Diante disso, Fernando foi morar na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, junto com a sua esposa, Ana Lúcia Valença.
No Rio, Fernando aliou o trabalho profissional na CHISAM, órgão da administração pública subordinado ao Ministério do Interior, com o trabalho político.
No Rio de Janeiro, foi aprovado no vestibular para o curso de Direito da UFF [Universidade Federal Fluminense], e, na UFF, recomeçou sua luta política, inicialmente por meio do diretório acadêmico do curso, e mais tarde, por meio do Diretório Central dos Estudantes.

Em 1972, nasce o seu filho Felipe, que viria a ser presidente da OAB-RJ [Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio de Janeiro], cujo nome foi dado em homenagem ao companheiro de Fernando de codinome Felipe, como era conhecido o também desaparecido político, Humberto Câmara Neto, que desapareceu após ser preso e torturado pela polícia do Estado dos cariocas.

Ainda em 1972, Fernando é admitido por concurso público na Companhia de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, e por isso mudou-se para a capital paulista, de onde foi levado pelos braços eternos da morte, na condição de desaparecido político da ditadura militar brasileira de 1964.

Fontes consultadas:

  1. legis.alepe.pe.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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