Dia Estadual do Filósofo (26 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Estadual do Filósofo": Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018, : daqui 127 dias, 10:23:21-02:00.
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O Dia Estadual do Filósofo em 26 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Espírito Santo, que foi instituída pela Lei Nº 9.092 de 23 de dezembro de 2008.

Apesar de inúmeros esforços e não menos dedicadas pesquisas, ainda não me foi possível obter maiores explicações e porquês para a criação dessa data comemorativa de espírito-santenses para o dia 26 de fevereiro, mesmo depois da leitura da íntegra com a respectiva justificação do Projeto De Lei Nº 313 de 26 de setembro de 2008 da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Para conhecimento, filósofo é a pessoa que se dedica ao estudo da filosofia, ou seja, ao estudo de questões gerais e fundamentais relacionadas à natureza da existência humana; do conhecimento; da verdade; dos valores morais e estéticos; da mente; da linguagem, bem como do universo em sua totalidade, tanto na filosofia ocidental, quanto na filosofia oriental, seja na epistemologia, na ontologia, na ética, na metafísica, na filosofia social, na filosofia política, estética, lógica, etc... Entre os grandes filósofos da humanidade até os nossos dias, podemos citar: Demócrito, Sócrates, Platão, Aristóteles, Confúcio, Epicuro, Maquiavel, Bacon, Descartes, Vico, Leibniz, Espinoza, Hobbes, Berkeley, Locke, Montesquieu, Hume, Roussea, Voltaire, Burke, Kant, Hegel, Kierkegaard, Schopenhauer, Mill, Marx, Nietzsche, Peirce, Husserl...

O termo filosofia ou "amor pela sabedoria" foi cunhado pelo filósofo grego, Pitágoras, que viveu entre 570 e 495 a.C. Ao examinar tais questões, a filosofia se distingue da mitologia e da religião, por sua ênfase em argumentação racional; por outro lado, diferencia-se também das pesquisas científicas, porque, geralmente, não recorre a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação racional, a análise conceitual, a dialética, a hermenêutica, as experiências de pensamento e outros métodos investigativos a priori. Diz-se que a Filosofia é o saber mais abrangente, na medida em que ocupa-se com os grandes temas da humanidade. A partir dela, são fundamentados e desenvolvidos projetos educacionais e pesquisas, assim como é elaborada inclusive, a própria fundamentação racional das instituições do conhecimento humano, as instituições científicas, artísticas, religiosas e culturais.

A filosofia é conhecida por estimular o pensamento lógico e crítico, e pretende construir concepções abrangentes de mundo. Por razões de conveniência e especialização, as disciplinas filosóficas foram classificadas em várias subáreas temáticas, ou campos de estudo e investigação, entre os quais destacam-se principalmente, a Metafísica (cujo ramo basilar é conhecido como Ontologia); a Epistemologia, a Lógica, a Ética, a Estética (ou filosofia da arte), filosofia da mente, filosofia da ciência, filosofia da religião, filosofia da matemática, filosofia da linguagem, filosofia da física, filosofia política...

Para os eruditos, no transcorrer da história o conceito de "filosofia" sofreu várias alterações e restrições em sua abrangência. As concepções do que seja a filosofia, e quais sejam os seus objetos de estudo também se alteram conforme a escola ou movimento filosófico. Essa variedade, presente na história da filosofia e nas escolas e correntes filosóficas, torna praticamente impossível elaborar uma definição universalmente válida de filosofia. Definir a filosofia, é realizar uma tarefa metafilosófica. Em outras palavras, é fazer uma filosofia da filosofia. O sociólogo e filósofo alemão, Georg Simmel, por exemplo, ressaltou esse ponto, ao dizer que: "um dos primeiros problemas da filosofia é o de investigar e estabelecer a sua própria natureza". Talvez, a filosofia seja a única disciplina que se volte para si mesma dessa maneira. Assim, o objeto da física, por exemplo, não é, certamente, a própria ciência da física, mas sim, os fenômenos óticos e elétricos, entre outros. Como outro exemplo, a filologia ocupa-se de registros textuais antigos e da evolução das línguas, mas não se ocupa de si mesma. A filosofia, no entanto, move-se neste curioso círculo: ela determina os pressupostos de seu método de pensar e os seus propósitos, através de seus próprios métodos de pensar e propósitos. Não há como apreender o conceito de filosofia fora da filosofia; pois somente a filosofia pode determinar o que é a filosofia.

Os filósofos gregos, Platão e Aristóteles, por exemplo, concordam em caracterizar a filosofia como uma atividade racional, estimulada pelo assombro ou pela admiração. Mas, para Platão, o assombro é provocado pela instabilidade e contradições dos seres, que percebemos pelos sentidos. A filosofia, no quadro platônico, seria a tentativa de superar esse mundo de coisas efêmeras e mutáveis, e apreender racionalmente a realidade última, composta por formas eternas e imutáveis que, segundo Platão, só podem ser captadas pela razão. Para Aristóteles, ao contrário, não há separação entre, de um lado, um mundo apreendido pelos sentidos, e, de outro lado, um mundo exclusivamente captado pela razão. A filosofia seria uma investigação das causas e princípios fundamentais de uma única e mesma realidade. O filósofo, segundo Aristóteles, "na medida do possível, conhece todas as coisas, embora não possua por si, a ciência de cada uma delas". A filosofia almejaria o conhecimento universal, não no sentido de um acúmulo enciclopédico de todos os fatos e processos que se possam investigar, mas no sentido de uma compreensão dos princípios mais fundamentais, dos quais dependeriam os objetos particulares a que se dedicam as demais ciências, artes e ofícios. Aristóteles considera que a filosofia, como ciência das causas e princípios primordiais, acabaria por identificar-se com a teologia, pois Deus seria o princípio dos princípios.

As definições de filosofia elaboradas depois de Platão e Aristóteles, separaram a filosofia em duas partes: uma filosofia teórica e uma filosofia prática. Como reflexo da busca por salvação ou redenção pessoal, a filosofia prática foi gradativamente se tornando um sucedâneo da fé religiosa, e acabou por ganhar precedência em relação à parte teórica da filosofia. A filosofia passa a ser concebida então, como uma arte de viver, que poderia fornecer aos homens, regras e prescrições sobre como agir e como se portar diante das inconstâncias do mundo. Essa concepção é muito clara em diversas correntes da filosofia helenística, como, por exemplo, no estoicismo e no neoplatonismo.

Assim, as definições de filosofia formuladas na Antiguidade persistiram na época de disseminação e consolidação do cristianismo, mas isso não impediu que as concepções cristãs exercessem influência e moldassem novas maneiras de se entender a filosofia. As definições de filosofia elaboradas durante a Idade Média foram coordenadas aos serviços que o pensamento filosófico poderia prestar à compreensão e sistematização da fé religiosa; e, desse modo, a filosofia passou a ser concebida como "serva da teologia" ou "ancilla theologiae". Segundo São Tomás de Aquino, por exemplo, a filosofia pode auxiliar a teologia em três frentes: ela pode demonstrar verdades que a fé já toma como estabelecidas, tais como a existência de Deus e a imortalidade da alma; pode esclarecer certas verdades da fé, ao traçar "analogias" com as verdades naturais; e pode ser empregada para refutar ideias que se oponham à doutrina sagrada. Os medievais também mantiveram a acepção de filosofia como saber prático, como uma busca de normas ou recomendações para se alcançar a plenitude da vida. Santo Isidoro de Sevilha, ainda no século VII, por exemplo, definia a filosofia como "o conhecimento das coisas humanas e divinas, combinado com uma busca pela vida moralmente boa".

Tanto na Idade Média, como em qualquer outra época da história ocidental, a compreensão do que é a filosofia reflete uma preocupação com questões essenciais para a vida humana em seus múltiplos aspectos. As concepções de filosofia do Renascimento e da Idade Moderna não são exceções. Também aí, as noções do que seja a filosofia sintetizam as tentativas de oferecer respostas substantivas aos problemas mais inquietantes da época. O advento da era moderna fez ruir as próprias bases da sabedoria tradicional; e impôs aos intelectuais a tarefa de encontrar novas formas de conhecimento que pudessem restabelecer a confiança no intelecto e na razão. Para o político, filósofo e ensaísta inglês, Francis Bacon, por exemplo, que é tido na conta de ser um dos primeiros filósofos modernos, a filosofia não deveria se contentar com uma atitude meramente contemplativa, como queriam os antigos e medievais; ao contrário, deveria buscar o conhecimento das essências das coisas, a fim de obter o controle sobre os fenômenos naturais e, portanto, submeter a Natureza aos desígnios humanos.

Já para o filósofo, físico e matemático francês, René Descartes, a filosofia, na qualidade de metafísica, é a investigação das causas primeiras, dos princípios fundamentais. Esses princípios devem ser claros e evidentes, e devem formar uma base segura, a partir da qual se possam derivar as outras formas de conhecimento. É nesse sentido, entendendo-se a filosofia, como o conjunto de todos os saberes, e a metafísica, como a investigação das primeiras causas, que se deve ler, a famosa "metáfora de Descartes": "Assim, a Filosofia é uma árvore, cujas raízes são a Metafísica, o tronco é a Física, e os ramos que saem do tronco são todas as outras ciências".

Após Descartes, a filosofia assume uma postura crítica em relação a suas próprias aspirações e conteúdos. Os empiristas britânicos, influenciados pelas novas aquisições da ciência moderna, dedicaram-se a situar a investigação filosófica nos limites do que pode ser avaliado pela experiência. Segundo a orientação empirista, argumentos tradicionais da filosofia, como as demonstrações da existência de Deus, da imortalidade da alma e de essências imutáveis, por exemplo, seriam inválidos, uma vez que as ideias com que operam não são adequadamente derivadas da experiência. De maneira análoga, o filósofo prussiano Immanuel Kant, que é Amplamente considerado como o principal filósofo da era moderna, ao elaborar sua doutrina da filosofia transcendental, rejeita a possibilidade de tratamento científico de muitos dos problemas da filosofia tradicional, uma vez que a adequada solução deles demandaria recursos que ultrapassam as capacidades do intelecto humano.

Assim, o empirismo britânico e o idealismo de Kant acentuam uma característica frequentemente destacada na filosofia: a de ser um "pensar sobre o pensamento" ou um "conhecer o conhecimento". Essa concepção reflexiva da filosofia, do pensamento que se volta para si mesmo, influenciará vários autores e escolas filosóficas, tanto do século XIX como do século XX. A fenomenologia, por exemplo, considerará a filosofia como um empreendimento eminentemente reflexivo. Segundo o matemático e filósofo alemão, Edmund Husserl, que é considerado o fundador da fenomenologia, a filosofia é uma ciência rigorosa dos fenômenos, tal como nos aparecem, ou seja, tal como é a nossa consciência deles. Para descrevê-los, o filósofo deve pôr entre parênteses todas as suas pressuposições e preconceitos, até mesmo a certeza de que os objetos existem, e restringir-se apenas aos conteúdos da consciência.

Com a virada linguística do início do século XX, muitos filósofos passam a considerar a filosofia como uma análise de conceitos. Para o filósofo austríaco naturalizado britânico, Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, por exemplo, os problemas filosóficos tradicionais são todos resultantes de confusões linguísticas; e a tarefa do filósofo seria a de esclarecer o modo como os conceitos são empregados, a fim de explicitar tais confusões. Numa abordagem mais positiva sobre a atividade filosófica, o filósofo inglês da filosofia da linguagem, Peter Frederick Strawson, considera que a filosofia é análoga à gramática: assim como os estudiosos da gramática explicitam as regras que os falantes inconscientemente empregam, a filosofia explicitaria conceitos-chave que, na construção de nossas concepções e argumentos, adotamos sem ter plena consciência de suas implicações e relações.

A lista de concepções da filosofia propostas ao longo de sua história pode ser indefinidamente estendida. Sua variedade é tão grande, que dificilmente se pode encontrar um elemento que perpasse todas as concepções em todas as épocas. Mas não se pode esquecer que as antigas concepções de filosofia tornaram-se algo obsoleto, frente ao avanço de outras disciplinas que antes se abrigavam à sombra, excessivamente vasta, da filosofia. As concepções de autores antigos e medievais, e, mesmo, de alguns autores modernos, consideravam indiscriminadamente como filosóficas, investigações que hoje denominamos simplesmente de científicas. Assuntos como as leis do movimento, a estrutura da matéria e o funcionamento dos processos psicológicos, que hoje, respectivamente, consideramos como temas da física, da química e da psicologia, eram então, todos reunidos na noção de filosofia natural. Após a revolução científica do século XVII, as investigações da filosofia natural foram gradualmente se desvencilhando da filosofia, e se constituíram em domínios específicos e independentes de pesquisa. De certa forma, os problemas clássicos da filosofia formam hoje, um conjunto de assuntos elusivos que não se dobraram à metodologia indutiva e experimental das ciências. Mas isso não implica dizer que a filosofia atual seja mero resíduo do processo de crescimento e consolidação da ciência moderna. Dizer isso, seria esquecer o aspecto profundamente dinâmico e reflexivo da filosofia. A reflexão filosófica não é algo que ocorra num limbo intelectual: ela acompanha de perto a evolução das ciências, da política, da religião, das artes... Essa evolução tende a apresentar novos problemas e desafios que, por escaparem ao estrito domínio da disciplina em que surgiram, podem ser chamados de "filosóficos".

No fim de contas, talvez não haja uma resposta categórica à pergunta "O que seja filosofia". Os filósofos divergem entre si sobre o que fazem, os problemas filosóficos ramificam-se indefinidamente, e os métodos variam conforme a concepção do que seja o trabalho filosófico. Talvez a afirmação do sociólogo alemão, Georg Simmel, de que "só é possível entender a filosofia no âmbito da filosofia", possa ser tomada como uma advertência, quando contrastada com o amplo espectro de conceitos sobre a sua natureza: ao adotar uma das diferentes orientações filosóficas, tratamos de determinados problemas e adotamos determinados métodos para tentar esclarecê-los; mas, dado que há outras concepções, conforme outros métodos e conforme outras finalidades, devemos modestamente reconhecer que essas concepções alternativas têm o mesmo direito de ostentar o título de “filosofia” que a nossa concepção.

Fontes consultadas:

  1. www.conslegis.es.gov.br/…
  2. www.al.es.gov.br/…
  3. al-es.jusbrasil.com.br/…
  4. pt.wikipedia.org/…

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