Dia do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil (12 de março)

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Próxima Celebração "Dia do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil": Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, : daqui 142 dias, 09:59:26-02:00.
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O Dia do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil em 12 de março de cada ano, é uma comemoração na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, que foi instituída pela Lei Nº 3.153 de 12 de dezembro de 2000, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.146 de 7 de janeiro de 2010.

Essa data comemorativa da capital do Estado dos cariocas tem por fim, marcar a data da Carta de 12 de março de 1829 do Supremo Conselho dos Países Baixos [hoje Bélgica], que foi emitida para o advogado, jurista e político brasileiro dos tempos do Império do Brasil, além de 1º e único visconde de Jequitinhonha, Francisco Gomes Brandão ou Francisco Jê Acaiaba de Montezuma, então cumprindo seus 8 anos de exílio na Europa, pela qual se autorizava a instalação de um Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil, atual Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, com sede no bairro Jacarepaguá da cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, sob a liderança do seu Soberano Grande Comendador.
Essa autorização destinava-se a uma Instituição maçônica autônoma, que congrega Lojas Maçônicas dos chamados Graus Filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, e que engloba graduados maçônicos dos Graus 4 ao 33.

Quando voltou ao Brasil, em 12 de novembro de 1832, o visconde de Jequitinhonha cuidou de instalar o que conhecemos hoje como Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, usando a autorização do então Conselho dos Países Baixos.

Durante os anos seguintes, várias foram as cisões e aproximações em torno do Supremo Conselho no Brasil.
Uma das peculiaridades dessa fase foi um amálgama entre o Supremo Conselho do Brasil e o GOB [Grande Oriente do Brasil], o que fazia com que o Grão-Mestre eleito passasse a ser o Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês, mesmo que tal Grão-Mestre sequer fosse membro do Rito.

Essa peculiar fusão de direção perdurou até a tão desejada separação de 1925, quando O
então Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, e portanto Soberano Grande Comendador do Rito Escocês, Irmão Mário Behring, ao concluir pela irregularidade desse amálgama, decidiu separar as duas jurisdições, a exemplo do resto do mundo, e não mais se candidatou ao cargo de Grão-Mestre, permanecendo apenas como Soberano Grande Comendador, o que fez com que passassem a existir de forma independente, os Graus Simbólicos com o Grande Oriente do Brasil e os Graus Superiores com o Supremo Conselho.

Porém, o que era para ser uma separação amigável transformou-se em cisão, quando o Grão-Mestre eleito, Irmão Octavio Kelly, levado por alguns dissidentes, achou por bem não mais reconhecer a separação instituída por seu antecessor, e decidiu assumir também o cargo de Soberano, para o qual não foi eleito, sendo prontamente rechaçado pelos Membros com direito a voto no Supremo Conselho.

Essa cisão provocou um grande impasse, pois o Supremo Conselho passou a não mais ter base simbólica onde buscar os Mestres Maçons para ingresso no Grau 4, e o Grande Oriente do Brasil sem ter para onde mandar os Irmãos das Lojas Escocesas desejosos de continuar os seus estudos.
Nesse contexto, sem outra melhor alternativa, o Supremo Conselho, que nesse ínterim continuava a ser dirigido pelo Irmão Mário Behring, promoveu a criação das Grandes Lojas Brasileiras para delas poder continuar a retirar os Mestres para as suas Lojas de Perfeição [Grau 4 ao 14], e, por sua vez, com o apoio de alguns ex-membros do Supremo Conselho, membros do Grande Oriente do Brasil, criaram um novo Supremo Conselho, que foi chamado de Supremo Conselho reconstituído.

Essa dissenção hierárquica encontrou seu desfecho definitivo em 1929, durante a IV Conferência Mundial de Supremos Conselhos na cidade e capital francesa de Paris, quando compareceram os Supremos Conselhos Montezuma e o Supremo Conselho "reconstituído" do Brasil.
Presentes as duas delegações, ficou definitivamente assentado que o único Supremo regular, reconhecido e única autoridade legal e legítima para o Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil, é o que hoje se denomina “SUPREMO CONSELHO DO GRAU 33 DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO DA MAÇONARIA PARA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, com sede no bairro de Jacarepaguá da cidade do Rio de Janeiro-RJ, cujo Soberano Grande Comendador é o também ex-presidente da XVI Conferência Mundial de Supremos Conselhos, Irmão Luiz Fernando Rodrigues Torres, 33°.
Tal decisão tem por base o Arttigo 5º das Grandes Constituições de 1786, pelo qual se determina que só pode existir 1 Supremo Conselho em cada País, exceto nos Estados Unidos da América, onde foi previsto a existência de dois Supremos Conselhos; não se tratando entretanto, de cisão, visto que um é filho do outro.

Fontes consultadas:

  1. mail.camara.rj.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. sc33.org.br/…

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