Dia do motociclista (11 de março)

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Próxima Celebração "Dia do motociclista": Domingo, 11 de Março de 2018, : daqui 141 dias, 13:29:09-02:00.
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O Dia do motociclista em 11 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de São Paulo, que foi instituída pela Lei Nº 5642 de 27 de abril de 1987.

Essa data comemorativa do Estado de São Paulo tem por fim, marcar a data da fundação oficial da CBM [Confederação Brasileira de Motociclismo], que foi constituída em 11 de março de 1948 por um grupo de motociclistas do Brasil então pilotados pelos apaixonados brasileiros por motos, Rodolfo Schmidt e Raul Brandão, dando início a uma trajetória marcada por longos períodos de adversidades e alguns outros momentos de glória e opulência, e que atualmente é filiada à FIM [Federação Internacional de Motociclismo ou "Fédération Internationale de Motocyclisme" / "International Motorcycling Federation"], sendo hoje, responsável por coordenar todo o esporte de motociclismo em Terras brasileiras.

Para conhecimento, definições e origens O uso de motocicletas em percursos medidos e/ou com obstáculos em diferentes formas de desempenho e habilidade delimitam o esporte do motociclismo, que exige muita técnica, com esforço físico centrado nos braços, pernas, abdômen, glúteos e pescoço, e cujas principais modalidades são: Motovelocidade; motocross; supercross; enduros; enduro de velocidade, de regularidade; trial; cross-country; mototurismo; supermotard, além de outras variações, dependendo do país e das várias culturas motociclísticas de cada um deles.

Estas competições são praticadas com motocicletas, em circuitos fechados de asfaltados e circuitos em estradas e trilhas indoor e outdoor. Assim como os circuitos, as motos possuem características/tecnologia de produção para cada modalidade. A fim de manter a segurança, é obrigatório o uso de capacetes, luvas, protetores de cotovelos, de joelhos, cinto abdominal, protetor cervical, botas, além de macacões de proteção e máscaras revestidas com malha de kevlar, que aguentam até quase 30 segundos de fogo. Um intenso trabalho de bastidores sustenta o desenvolvimento dos pilotos e máquinas (técnicos, fabricantes e equipes patrocinadas).

Segundo os poucos levantamentos feitos até hoje, as primeiras motos teriam chegado no Brasil entre os anos de 1907 e 1909. Não demorou muito para que elas, que inicialmente haviam sido importadas para instrumentos de locomoção, a partir de 1914, passassem também a ser utilizadas para a disputa esportiva, principalmente na cidade brasileira de São Paulo-SP e Graças, principalmente, a imigrantes italianos e alemães. Os registros contam que as primeiras competições teriam sido disputadas no Viaduto do Chá, no bairro do mesmo nome na capital paulista, e no "circuito da Lapa", no bairro homônimo de São Paulo-SP, já em 1914, seguidas de competições nos Estados brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Entretanto, sem a devida chancela de uma entidade que coordenasse o esporte de forma nacional, as competições de motociclismo de então eram realizadas de forma bastante informal e praticamente sem nenhuma divulgação, notadamente sob a inspiração de imigrantes europeus, chegados no final do século XIX e início do século XX em terras brasileiras: italianos, alemães, espanhóis, franceses, portugueses e húngaros, que tentavam buscar uma vida nova e mais digna, fugindo da grande pobreza e desemprego que imperava no "Velho Continente"; uma gente com uma grande carga cultural e uma excepcional experiência de vida, que chegava a uma terra quase virgem, praticamente inexplorada, trazendo consigo novos conhecimentos e um apego muito grande pela competição num veículo motorizado de duas rodas, um veículo chamado motocicleta, que era a máquina preferida e paixão maior de uma parte dessa seleta e pobre leva de "novos brasileiros".

Em 1925, foi fundada a 1ª associação oficial de motociclismo de que se tem notícias no Brasil, a Federação Paulista de Motociclismo e Ciclismo, atualmente afiliada à Confederação Brasileira de Motociclismo e, alguns anos depois, foi criado o Moto Clube do Brasil, na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, que, logo depois, passou a ser a "entidade maior do motociclismo nacional brasileiro, além de representante do motociclismo do Brasil no exterior. Com o surgimento da CBM em 1948, e a sua filiação à Federação Internacional de Motociclismo, um ano depois da sua fundação, como o 1º país latinoamericano e de qualquer outro continente fora o europeu, a se filiar a FIM. Antes mesmo do Japão, Alemanha, Estados Unidos da América, Austrália, Canadá, Portugal, Argentina e muitos outros países, todo o esporte de motociclismo no Brasil passou a ser gerido pela entidade, que também converteu-se em representante legal do Brasil no exterior para os assuntos ligados a esse esporte.

Mas a história da CBM e do motociclismo brasileiro não foi feita só de "ordem e progresso". Em 1954, ao dar seu aval a uma fracassada competição internacional de motociclismo, proposta por políticos paulistas, que se comprometeram em garantir a parte financeira e promocional dessa gigantesca aventura a ser realizada durante as comemorações do IV Centenário de fundação da cidade de São Paulo, para a qual foram convidados boa parte dos maiores pilotos do mundo na época para correrem em Interlagos, a Confederação Brasileira de Motociclismo entrou na pior fase de sua história.

Palavra de políticos empenhada e tudo acertado, os melhores pilotos e as melhores motocicletas do mundo desembarcaram no País, prontos para aquela que seria a maior corrida de motos já realizada fora da Europa. No dia da corrida, chovia muito em São Paulo, e a prova foi adiada; a contragosto dos pilotos estrangeiros de então, inscritos na prova, que estavam acostumados a competir naquelas condições. Mas a real razão, segundo a narrativa de pessoas que vivenciaram o evento, é de que não havia dinheiro para pagar as despesas da corrida e, para piorar a situação, havia pouco público pagante.

Sem o recebimento dos valores combinados, boa parte dos pilotos teve que vender suas motos e equipamentos no Brasil, para poderem voltar a seus países. A FIM exigiu explicações do Brasil por duas vezes, sem conseguir uma resposta. Em consequência disso, mesmo não sendo a principal culpada por toda essa péssima imagem gerada no exterior, a CBM terminou por ser punida pela Federação Internacional de Motociclismo com dez anos de suspensão nas suas atividades internacionais, o que provocou um total esvaziamento da entidade, ultrapassado apenas em 1972, com a eleição do grande empreendedor esportivo brasileiro sobre rodas e co-fundador das "Mil Milhas Brasileiras" de carros, Eloy Gagliano, para a sua presidência, e a recuperação da filiação da entidade junto à Federação Internacional.

De 85 a 93, a Confederação Brasileira de Motociclismo foi presidida por dois paulistas: o motociclista e advogado brasileiro, Carlos Paes de Almeida Filho, sucedido pelo patriarca do esporte sobre rodas em São Paulo, Alfredo Rômulo Tambucci, ao que sobreveio nova fase turbulenta da entidade. Afundada então em dívidas e com a credibilidade internacional comprometida pelo não-cumprimento de acordos internacionais, a entidade elegeu para sua presidência o ex-piloto brasileiro de Minas Gerais, Lincoln Miranda Duarte. Nesta época, a CBM se restringia a apenas uma pasta com documentos, e funcionava precariamente em São Paulo, até ser transferida para a cidade brasileira de Belo Horizonte-MG, onde se instalou definitivamente e iniciou todo um processo de soerguimento de sua atual estrutura.

Hoje, a Confederação Brasileira de Motociclismo reconquistou o respeito internacional – diversos de seus diretores ocupam cargos nas principais entidades de gerenciamento do motociclismo mundial –, de pilotos, patrocinadores, governos e público. O resultado é o sucesso de suas competições e o reconhecimento mundial, com a realização de diversos eventos internacionais no Brasil.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. www.cbm.esp.br/…
  3. www.atlasesportebrasil.org.br/…
  4. lgcmotorcycles.tripod.com/…

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