Dia do Leitor (7 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia do Leitor": Segunda-Feira, 7 de Janeiro de 2019, : daqui 317 dias, 12:38:36-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia do Leitor em 7 de janeiro de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que tem sido festejada com várias promoções em sites de livros e eventos em bibliotecas de todo o Brasil.

Não se sabe bem o porque, pois o Brasil conta com inúmeros jornais tradicionais, cada qual com sua história e muitas indeléveis marcas na cultura dos leitores, mas essa data comemorativa extraoficial de brasileiros, surgiu a partir da data do aniversário do início da circulação do jornal brasileiro da cidade de Fortaleza-CE, "O Povo", que foi publicado pela 1ª vez em 7 de janeiro de 1928, um sábado, pela iniciativa do poeta, político e jornalista brasileiro, Demócrito Rocha, mantendo-se hoje, como o jornal mais antigo ainda em circulação no Estado no Ceará, segundo alguns, durante muito tempo, uma espécie de cartão de visitas do Estado cearense, e que, em 1929, serviria de maior veículo da divulgação do Modernismo no Ceará, por meio da criação do suplemento literário, "Maracajá", no qual Demócrito, além de reunir os maiores nomes da literatura do Ceará e agregar outros modernistas brasileiros, também publicava sua obra poética, sob o pseudônimo "Antônio Garrido", enquanto o jornal "O Povo" era voltado para a divulgação de fatos políticos, combatendo a corrupção e os desmandos de então.

Por exemplo, no editorial do lançamento de "O Povo", é possível de se ter uma ideia dos pensamentos do seu fundador:
"[...] É no jornal que o povo encontra o seu pão espiritual de cada dia. O jornal descortina-lhe o mundo, vencendo distâncias. É a lanterna mágica do progresso. É a força propulsora e condutora das massas insatisfeitas, para as grandes reivindicações de seus direitos postergados pela cáfila absorvente dos magnatas de todos os tempos. Quando o povo geme escravo, entorpecido pelas algemas do cativeiro, indiferente à violência paralisante do grilhão, o jornal é o sangue novo, forte e generoso a nutrir-lhe as células dormentes, a despertar-lhe os neurônios amortecidos, a ondear-lhe, nas veias, a torrente vigorosa e enérgica da revolta. O povo precisa de mais gritos que o estimulem, de mais vozes que lhe falem ao sentimento. Eis por que surgimos [...]"
(Editorial de lançamento de O POVO, por Demócrito Rocha, 1928)

Para conhecimento, o jornalista, poeta e político brasileiro, Demócrito Rocha, nasceu na localidade brasileira de Caravelas-BA, em 14 de abril de 1888, e perdeu os pais antes dos 5 anos de idade, sendo então criado pela avó e tia, obrigado pelas circunstâncias a trabalhar como operário em oficinas de estrada de ferro desde cedo, com apenas 12 anos de idade.
Chegou na cidade brasileira de Fortaleza-CE em 1912, para assumir um cargo de telegrafista, alcançado então por meio de concurso público. Foi em Fortaleza, que casou-se com Creuza do Carmo, com quem teve duas filhas: Albaniza e Lúcia.

Em 1921, formou-se em Odontologia e, em 1922, passou a ministrar aulas na Faculdade. Em 1924, fundou a revista "Ceará Illustrado", na qual seria criado o concurso do "Príncipe dos Poetas Cearenses".
Nesse tempo, já autor das famosas "Notas" do jornal "O Ceará" de Matos Ibiapina, Demócrito mantinha um gabinete dentário apenas para atendimento à população carente.

Em 1934, foi eleito deputado federal, transferindo-se então para a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, para trabalhar na Câmara de Deputados Federais da então capital do Brasil, retornando apenas quando da extinção do Congresso Nacional do Brasil em 1937, após o Golpe de Estado instaurado pelo então presidente brasileiro, Getúlio Dornelles Vargas.
Foi membro da Associação Cearense de Imprensa, da Academia Cearense de Letras, do Rotary Clube, de clubes de Esperanto e do Instituto do Ceará.

Demócrito Rocha faleceu vítima de tuberculose em Fortaleza, Ceará, no dia 29 de novembro de 1943, não tendo então, nenhuma de suas obras publicadas em livro, a não ser o poema "Rio Jaguaribe", citado e publicado apenas em antologias poéticas.
Segundo o "Clube do Livro de Satolep": "Poesia de forte cunho telúrico, senão regionalista, para quem praticou tal arte pelo final da década de 20, a ousadia do poeta se revela nos seus versos livres, com uma dicção discursiva e vocabulário numa mistura de requinte e simplicidade". prossegue o Clube do Livro: "Lamentam ainda hoje os cearenses que a obra poética de Demócrito Rocha não tenha sido recolhida em livro, em edição sistemática e estudo analítico".

Fontes consultadas:

  1. blogs.uai.com.br/…
  2. clubedolivrodesatolep.wordpress.com/…
  3. fdr.org.br/…
  4. www.calendariobr.com.br/…

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