Dia do início da Semana Estadual do Mate (última semana de abril)

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Próxima Celebração "Dia do início da Semana Estadual do Mate": Segunda-Feira, 23 de Abril de 2018, : daqui 185 dias, 04:06:47-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 4 minutos.

A Semana Estadual do Mate na última semana de abril de cada ano, é uma comemoração móvel do Estado brasileiro de Santa Catarina, que foi criada pela Lei Nº 16.323 de 20 de janeiro de 2014, cuja data do início das celebrações pode ocorrer entre os dias 18 de abril e 24 de abril de cada ano no calendário gregoriano.

De acordo com a Lei supracitada de Santa Catarina, essa semana comemorativa de catarinenses tem por fim:

  • incentivar e valorizar a cultura do mate no Estado de Santa Catarina;
  • promover campanhas para destacar as propriedades e o valor nutricional da erva-mate;
  • apoiar atividades voltadas para o resgate cultural do mate;
  • estimular a divulgação de trabalhos sobre a produção e o cultivo da erva-mate; e
  • promover mateadas, valorizando as rodas de chimarrão.

Para conhecimento, a erva-mate [Ilex paraguariensis], também chamada mate ou congonha, é uma árvore da família das aquifoliáceas, originária da região subtropical da América do Sul. É consumida como chá quente [chimarrão] ou chá gelado [tereré] no Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile.
A palavra "Mate" deriva do termo quéchua [mati], que designa o recipiente onde é bebido o chimarrão.
Já a palavra "Congonha" deriva do tupi kõ'gõi, que significa "o que mantém o ser".
Segundo se conta, os guaranis da região nordeste da Argentina parecem ter sido os descobridores do uso da erva-mate. No século 16, os guaranis passaram esse conhecimento aos colonizadores espanhóis, que trataram de disseminar a cultura do mate por todo o Vice-Reino do Rio da Prata.
No princípio, a erva-mate chegou a ser proibida, ao ser considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas das reduções do Guayrá no sul do Brasil. Mas a partir do século XVII, os jesuítas mudaram de opinião, e passaram a incentivar o uso da erva-mate, com o objetivo de afastar as pessoas das bebidas alcoólicas.
O cultivo da erva-mate no Paraná e Santa Catarina foi bastante incentivado a partir do século XIX, quando o Paraguai se isolou dos outros países, e proibiu a exportação de erva-mate para fora do país. Tal medida fez com que a Argentina e o Uruguai substituíssem a erva-mate importada paraguaia pela brasileira, desenvolvendo, desta forma, o interesse pela plantação de erva-mate em terras paranaenses e catarinenses.
Estudos detectaram a presença de muitas vitaminas na erva-mate, entre elas vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina D, além de sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Segundo se apregoa, a erva-mate combate os radicais livres; auxilia na digestão e produz efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante. Seu uso não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois atua como estimulante natural. Contém ainda saponina, que é um dos componentes da testosterona, razão pela qual melhora a libido. Pode ser usada verde ou tostada, no preparo de chás e chimarrão. Misturada com extrato de maracujá, pode ser usada como bebida quente ou gelada.
Existe uma errônea afirmação de que a erva-mate possui um efeito negativo no desempenho sexual masculino: todavia, segundo outras correntes, a Ilex paraguariensis possui um forte poder afrodisíaco, sendo ingerida para combater a infertilidade e a impotência. Ao ser misturada com suco de limão natural e bem gelado, torna-se uma bebida muito refrescante para os dias quentes e também nos dias frios. Nos dias frios ou quentes, pode ser apreciada num gostoso e saudável chimarrão.

um chimarrão é um processo aparentemente simples, requer cuia, bomba, erva-mate e água quente. Mas é revestido de uma simbologia cerimoniosa, rigorosamente observada pelos tradicionalistas do Sul do Brasil. Uma só pessoa, o cevador, serve o chimarrão em cada roda de mate. É ele que ajeita a bomba e cuida para que a erva não caia do "barranco" como dizem os gaúchos. O amargo do mate corre sempre para a direita. A pessoa que toma o chimarrão deve fazer “roncar” a cuia para mostrar a todos que não deixou restos de chimarrão para o próximo da roda.
Para o gaúcho toda hora é hora apropriada para o chimarrão, mas os horários preferidos são pela manhã ao levantar e à tardinha, após o trabalho. Muitas vantagens são atribuídas ao chimarrão, entre elas, a função social que ele representa.
A hora do chimarrão é um momento de relaxamento, de tranqüilidade familiar, onde se pode discutir os problemas do dia-a-dia. É quando se faz planos para o futuro, recorda-se do passado, troca-se ideias sobre a educação dos filhos, etc... É uma hora de reunião familiar.
Quando o gaúcho ceva o mate com os amigos ou vizinhos, os assuntos versam sobre o que acontece na comunidade, no trabalho, na política, nos esportes, etc...
Assim, o chimarrão aproxima e proporciona o diálogo entre os participantes, fazendo com que muitos fatos importantes da história do Brasil tivessem sido decididos em rodadas de chimarrão. É um democrata por excelência, onde todos podem falar e devem escutar. Segundo a tradição, quem está com a cuia não deve usá-la como microfone.
O chimarrão é a verdadeira tradição da gente de muitos lugares do Sul do Brasil.

Fontes consultadas:

  1. 200.192.66.20/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. www.grupogaz.com.br/…

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