Dia do início da Semana da Mulher (semana X 8 de março)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/2807

Próxima Celebração "Dia do início da Semana da Mulher": Segunda-Feira, 5 de Março de 2018, : daqui 102 dias, 23:55:31-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 8 minutos.

A Semana da Mulher na semana em que esteja incluso o dia 8 de março, é uma comemoração móvel do Estado brasileiro de Goiás [Lei Nº 16.483 de 10 de fevereiro de 2009] e dos órgãos públicos estaduais do Estado brasileiro do Mato Grosso [Lei Nº 8.892 de 10 de junho de 2008], que está relacionada com as celebrações do "Dia Internacional das Mulheres" ou "International Women's Day" em 8 de março, cuja data do início das celebrações pode ocorrer entre os dias 2 de março e 8 de março de cada ano no calendário gregoriano.

De acordo com a Lei supracitada de Goiás, essa semana comemorativa de goianos deverá ser festejada com manifestações e atividades nos campos da arte, cultura, saúde, justiça, promoção e inclusão social e política, destacando sempre a compreensão sobre a relevância do papel da mulher na sociedade, sua atuação política e participação na construção do Brasil.

Já a Lei supracitada do Mato Grosso diz que essa semana festiva de mato-grossenses deverá ser celebrada em todos os estabelecimentos onde funcionem os órgãos da administração pública estadual direta, indireta, suas autarquias, fundações e empresas que tenham participação de Capital do Estado mato-grossense, em local acessível a todos os funcionários e prestadores de serviços, e à população em geral, com atividades artísticas e culturais [entre outras] que desenvolvam a compreensão sobre o papel da mulher na sociedade, rompendo preconceitos e ideias estereotipadas, além de divulgar as conquistas da mulher nos campos político, econômico, social e científico, destacando a participação feminina na construção do Brasil.
Diz ainda a Lei do Mato Grosso aqui mencionada, que deverá ser competência dos estabelecimentos de ensino em geral do Mato Grosso, o desenvolvimento de atividades culturais e educativas, durante essa semana comemorativa, promovendo a integração e participação de todos os alunos, o que poderá ser feito [sem prejuízo de outros], através de:

  • debates com profissionais atuantes nas áreas que tenham como tema a promoção, emancipação e defesa dos interesses da mulher, além da discussão das questões de gênero;
  • amostra de vídeos, filmes e documentários que tenha a mulher como eixo central;
  • atividades externas monitoradas a exemplo de visitas a museus, exposições, casas legislativas, dentre outras; e
  • concursos e monografias com prêmios e incentivos.

Determina também, a Lei do Mato Grosso acima discriminada, que os estabelecimentos de saúde do Estado mato-grossense deverão promover durante essa semana celebrativa, atividades voltadas à saúde da mulher, em especial, os programas de informação e prevenção de doenças, através da realização de exames de diagnósticos, a critério da Secretaria de Estado da Saúde do Mato Grosso, que deverão ser amplamente divulgados por todos os meios de comunicação, a fim de alcançarem o maior número possível de mulheres em todo o Estado mato-grossense, cabendo ainda à referida Secretaria de Estado de Saúde, a ampla divulgação dos Programas mantidos pelo Governo Federal brasileiro, destinados à promoção da saúde da mulher, prevenção e tratamento de doenças.

Por fim, a Lei mato-grossense de que o Poder Executivo e as Secretarias do Mato Grosso, as quais estejam vinculados os órgãos públicos promoventes das atividades dessa semana, ficam autorizados a firmar convênios ou contratar serviços de entidades públicas ou privadas, associações, organizações, dentre outras, que tenham por atividade o desenvolvimento de estudos, pesquisas, promoção e defesa dos interesses da mulher e discussão das questões de gênero, e as Secretarias e Coordenadorias da Mulher deverão buscar apoio e subsídios nos Conselhos Estaduais e nos núcleos de gênero mantidos pelas universidades mato-grossenses públicas ou privadas, a exemplo do NUEPON/UFMT [núcleo de Estudo, Pesquisa e Organização da Mulher da Universidade Federal do Mato Grosso], entre outros, tendo por fim obter dados que indiquem, por ordem de importância, quais os temas ligados às questões de gênero a serem abordados durante essa semana celebrativa, observada a realidade de cada região do Estado.

Para conhecimento, a data comemorativa internacional dedicada às mulheres teria sido festejada pela 1ª vez em 8 de março de 1907, segundo a versão mais difundida até bem pouco tempo atrás para o surgimento desse dia festivo mundial, por ocasião do 50º aniversário de uma tragédia de grandes proporções para os trabalhadores e principalmente para as mulheres dos Estados Unidos da América, com o fim de marcar a data de um suposto ataque incendiário da polícia à serviço dos patrões em 8 de março de 1857, contra mulheres grevistas, que então reivindicavam salários iguais aos dos homens e redução das jornadas de trabalho da época [de até 16 horas], para 10 horas diárias de serviço, durante o qual teriam morrido 129 operárias norte-americanas na fábrica téstil Cotton da cidade norte-americana de Nova York-EUA.

Porém, a versão teoricamente mais fiável até o momento para a criação dessa data celebrativa, surgiu em 16 de fevereiro de 1984, com a publicação do livro da pesquisadora canadense, Renée Côté, "O Dia Internacional das Mulheres – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas" ou "La Journée Internationale des Femmes ou les Vrais Faits et les Vraies Dates des Mystérieuses Origines de 8 Mars Jusqu'ici Embroui/lées, Truquées, Oubliées: la Clef des Énigmes la Vérité Historique", em que pese a obra tenha sido ignorada ainda, por mais alguns anos.

Segundo relatos da pesquisadora canadense em sua obra, o prelúdio de um dia dedicado às mulheres teria nascido em 1908, quando o Partido Socialista ou "Socialist Party" dos Estados Unidos da América criou um "Comitê Nacional da Mulher para fazer campanha para o sufrágio" ou "Women's National Committee to Campaign for the Suffrage".
Em 8 de março de 1908, a Sociedade de Mulheres Democráticas Sociais da Cidade de Nova Iorque ou "New York City Social Democratie Women's Society" realizou uma marcha de protestos. E logo em seguida, porque as pessoas não poderiam dar-se ao luxo de perder um dia de trabalho durante os dias úteis da semana, os Congregados estadunidenses declararam o último domingo de fevereiro de cada ano, para ser celebrado como o "Dia Nacional da Mulher" ou "National Woman's Day" no país dos ianques, cuja 1ª celebração ocorreu em 23 de fevereiro de 1909, tal qual outras celebrações do gênero, com o fim de unir setores da população em torno de um conjunto de objetivos comuns.
A partir desse dia comemorativo norte-americano das mulheres, a socialista alemã, Clara Zetkin, já lutava por um "Dia Internacional das Mulheres" desde 1910, ainda que nesse tempo sem a eleição de uma data fixa para os festejos, tendo feito tal sugestão durante um encontro internacional de mulheres realizado em preparação para a assembleia geral da Associação da Segunda Internacional de Homens Trabalhadores ou "Second International Working Man's Association", realizado na cidade e capital dinamarquesa de Copenhague em agosto de 1910, para uma entidade que foi fundada em 14 de julho de 1989, por ocasião de um dos aniversários da "Queda da Bastilha" na França, e que reunia um conjunto de partidos socialistas, sindicatos e clubes políticos, num tempo em que os esquerdistas tinham como prioridade a jornada de 8 horas e limitações para o trabalho feminino e infantil, a partir do que um 1º dia festivo dedicado às mulheres europeias foi celebrado pela 1ª vez em várias partes da Europa em 18 de março de 1911, durante os festejos dos 40 anos da "Comuna de Paris", com pelo menos 300 manifestações no Império Austro-Húngaro e outras partes do continente europeu.

Com algumas exceções por conta da guerra, assim foi até 1918, quando se passou a adotar inicialmente de forma informal, o 8 de março como dia festivo das mulheres em nível internacional entre os socialistas, e que mais tarde se espalhou praticamente para quase o mundo todo na variante que atualmente conhecemos, tendo por fim marcar a data de uma passeata de grevistas Bolchevicks [na sua grande maioria mulheres], que foi realizada na cidade russa de São Petersburgo ou Petrogrado, sob a liderança da feminista russa, Alexandra Kollontai, pois feministas russas já vinham celebrando um dia dedicado às mulheres no último domingo de fevereiro de cada ano desde pelo menos 1913, também com base na celebração iniciadas por mulheres norte-americanas, e que foi reprimida pelo tzar em 1917 com inúmeros mortos, marcando então, o início da "Revolução de Fevereiro" [8 de março equivale a 23 de fevereiro no calendário juliano], cujos desdobramentos dessa "Revolução Russa" teriam contribuído para a queda do tzar russo, Nicolau II, com a sua abdicação pouco tempo depois disso, até 12 de março do calendário gregoriano ou 27 de fevereiro do calendário juliano.

Diante disso e por instâncias de Clara Zetkin, em 1922 o Dia Internacional das Mulheres foi convertido em feriado oficial dos comunistas, a partir de uma deliberação do então dirigente soviético, Vladimir Ilich Ulianov (Lenin), tendo sido apenas isso até por volta de 1967, quando círculos de mulheres filhas de comunistas da Universidade de Illinois em chicago nos Estados Unidos da América, que se lembravam haver ouvido de seus pais sobre o feriado comunista das mulheres, fizeram nascer a celebração das mulheres como a conhecemos atualmente, como um
novo senso de consciência feminina e um novo sentido de feminismo internacional.

Finalmente, conta-se que, como parte de uma campanha anti-comunista, por volta de meados da década de 1950, mais propriamente dito em 1955, com o fim de internacionalizar e dar um novo sentido para uma data comemorativa apenas de comunistas, começou a ser difundida a história do incêndio fictício de 8 de março de 1857 na fábrica têxtil em Nova Iorque, provavelmente baseada na ocorrência do incêndio de 25 de março de 1911 na fábrica têstil da Triangle Shirtwaist Company na referida cidade estadunidense, em cujo edifício, funciona hoje a Faculdade de Química da Universidade de Nova York, que então provocou a morte de pelo menos 146 trabalhadores [a maioria imigrantes em território estadunidense e dos quais 125 eram mulheres de 13 a 23 anos], cujo enterro foi acompanhado por mais de cem mil pessoas e teria dado início ao movimento trabalhista nos estados Unidos da América.

Segundo relatos, o acidente aconteceu quando um trabalhador acendeu um cigarro perto de um monte de tecidos e as chamas se alastraram rapidamente, enquanto as portas das escadas de incêndio estavam trancadas por fora, para evitar que os funcionários saíssem mais cedo, num tempo em que as jornadas de trabalho eram exageradamente longas, e as condições de trabalho eram muito mais escravizantes que as dos nossos dias.

Fontes consultadas:

  1. www.gabinetecivil.go.gov.br/…
  2. www.al.mt.gov.br/…
  3. www.un.org/…
  4. en.wikipedia.org/…
  5. libcom.org/…
  6. www.contee.org.br/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/2807

RSS/XML