Dia do Herói Policial Civil (1 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia do Herói Policial Civil": Quinta-Feira, 1 de Fevereiro de 2018, : daqui 102 dias, 10:19:15-02:00.
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O Dia do Herói Policial Civil em 1 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de São Paulo, que foi instituída pela Lei Nº 13.939 de 7 de janeiro de 2010.

Essa data comemorativa do Estado de São Paulo tem por fim, marcar a data do aniversário da morte do Delegado de Polícia e então delegado-chefe do GOE [Grupo de Operações Especiais] paulista, Luciano Heitor Beiguelman, que nasceu em 2 de março de 1968, e que faleceu pouco mais de um mês antes de completar 32 anos de idade na Rua Tabapuãda capital paulista, em 1 de fevereiro de 2000, assassinado por bandidos de alta periculosidade com 11 tiros disparados por pistola 9mm e metralhadora, ao reagir contra um assalto de um carro importado no Itaim Bibi, na Zona Oeste da cidade brasileira de São Paulo-SP, que teria sido tentado pelos criminosos brasileiros, Alexsandro Carvalho de Souza, 23 anos, o "Lequinho", Carlos Fernando Manao, 24 anos, o "Nando", e Anderson de Oliveira, 24 anos, o "Monstro", ainda foragido.

Para conhecimento, conforme versão da polícia, na noite do crime, os assaltantes tentaram roubar o Fiat Marea do delegado na avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Minutos antes, eles abordaram o motorista de um Audi azul, que conseguiu escapar. O Audi, por ser um veículo blindado, foi atingido por um tiro e bateu no Santana usado pelos criminosos, fazendo com que eles desistissem desse roubo. Após a batida, os assaltantes teriam, então, tentado render Beiguelman no seu Fiat Marea. O delegado reagiu com tiros e passou a ser perseguido pela região. No cruzamento das ruas Tabapuã e Clodomiro Amazonas, ele não resistiu e acabou parando o veículo. Os homens desceram então do carro e voltaram a acertar o delegado na cabeça, no peito e nos braços. Na fuga, os assaltantes abandonaram o Santana na rua Adolfo Tabacow, onde renderam um casal que estava dentro de um Golf, deixado mais tarde na via Dutra, próximo a Guarulhos. A polícia encontrou ainda o Santana, abandonado, onde também havia uma pistola 9 milímetros, um carregador de metralhadora e um telefone celular. Através do rastreamento desse celular, a polícia conseguiu localizar a família de um dos bandidos, que estava internado com nome falso num hospital da cidade brasileira de Guarulhos-/SP.

Assim, um dos suspeitos do crime, Carlos Fernando Manão, que havia sido atingido pelo delegado na cabeça e no ombro, acabou sendo preso pela polícia, durante troca de tiros, após ter sido deixado por 2 dos seus comparsas num hospital de Guarulhos, e, durante a madrugada, ter chamado seu pai, o comerciante brasileiro, Sérgio Ferreira Manão, para pegá-lo, tendo ficado no hospital, depois da alta, o nome, o endereço e o número do telefone, localizado em seguida pela polícia, o que permitiu que os policiais fossem até a casa do pai, que, junto com a mãe e a irmã de Manão, foi preso por resistência. Depois, foram até a casa do primo do suspeito, onde o acusado finalmente foi encontrado e segundos os policiais, Manão, que estava em regime de semi-liberdade, ainda resistiu e, por isso, foi atingido com um tiro nas nádegas. 4 anos depois do assassinato, em fevereiro de 2004, no entanto, o criminoso foi resgatado de dentro do Hospital Geral de Guarulhos, onde passaria por uma cirurgia no estômago, pela ação de 4 homens, armados com uma pistola 380 e uma espingarda calibre 12. O preso resgatado cumpria pena no presídio Adriano Marrey na cidade brasileira de Guarulhos-SP, depois de confessar sua participação no assassinato do delegado, e terminou por ser recapturado em 8 de abril de 2008 por agentes do GOE, enquanto dirigia um veículo de passeio, no Jardim Tremembé na Zona Norte de São PauloSP, ao lado da mulher e dos 2 filhos. Segundo os policiais, ele portava documentos falsos e foi encaminhado ao 2º Distrito Policial, do Bom Retiro, região central da cidade.

em 15 de novembro de 2013, foi preso pela polícia o também suspeito de participar na morte do delegado, Alessandro Carvalho de Souza, o "Lequinho", que estava foragido desde 2009. Segundo o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais], o foragido representava no momento da prisão, uma facção criminosa no Paraguai. Ele foi preso com documentos falso, ainda segundo a polícia, após uma denúncia anônima, que levou os policiais até a casa de um ladrão, num bairro afastado do centro da cidade brasileira de Jacareí-SP, onde "Lequinho" estava. Depois de submetido a exame de corpo de delito, o bandido foi transferido para a capital paulista, onde também confessou sua participação no assassinato do delegado, durante depoimento prestado ao delegado do 15º DP [Distrito Policial] no Itaim-Bibi, Alexandre Sayao, na presença de duas promotoras.

Nessa ocasião, "Lequinho" contou que ele e seus cúmplices haviam ficado irritados com a reação do delegado, que tentou evitar a tiros o roubo de seu Fiat Marea. "Nós o perseguimos e Nando o metralhou", teria contado à polícia, o bandido preso. Segundo o assaltante, na noite do crime, ele se encontrou com Nando e Monstro na zona norte, depois que Monstro tinha recebido o pedido para roubar um Audi. O ladrão disse que ele e Manao recebiam em média 3 mil Reais a cada carro importado roubado. Monstro ficava com a maior parte, pois era quem cuidava da entrega do veículo. Assim, eles roubaram um Santana de um casal e foram para o Itaim-Bibi. Viram então um Audi azul, mas o motorista percebeu que seria atacado e esperou a "batida na traseira", porque o seu carro era blindado. A colisão provocou danos na lanterna do blindado e "afundou" a lataria no pára-lama do Santana. Nando, que estava no banco de trás, deu uma rajada de metralhadora, tentando parar o Audi. Os ladrões terminaram por desistir do roubo do Audi.

Com a dificuldade em rodar com o Santana, o trio passou a procurar um carro veloz, quando viram o Marea do delegado, e decidiram roubá-lo. Durante a abordagem do Fiat Marea do delegado, Nando desceu do Santana no trânsito lento da Avenida Juscelino Kubitschek, apontou a metralhadora e mandou o motorista sair. "O delegado atirou então em Nando, que ficou ferido, e resolvemos matá-lo", disse Lequinho. O Marea foi seguido até perto de uma igreja, onde "Nando desceu e descarregou a metralhadora no motorista". Segundo a versão do bandido, só em casa, pela televisão, é que ele ficou sabendo que o trio havia assassinado um delegado.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. www1.folha.uol.com.br/…
  3. www.dgabc.com.br/…
  4. www.al.sp.gov.br/…
  5. noticias.uol.com.br/…

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