Dia do Hemofílico (4 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia do Hemofílico": Quinta-Feira, 4 de Janeiro de 2018, : daqui 72 dias, 14:23:35-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia do Hemofílico em 4 de janeiro de cada ano, é uma comemoração extraoficial no Brasil, que aparece em vários calendários brasileiros de dias festivos.

Essa data comemorativa de brasileiros teria por fim, marcar a data do aniversário da morte do cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro, Henrique de Sousa Filho [o "Henfil"], que faleceu em 4 de janeiro de 1988, enquanto vítima de AIDS [Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ou "Acquired Immunodeficiency Syndrome"], uma doença do sistema imunológicohumano causada pelo HIV [Vírus da Imunodeficiência Humana ou "Human Immunodeficiency Virus"], após ele ter sido contaminado numa das muitas transfusões de sangue que tivera de se submeter na sua vida, para minorar os sintomas da Hemofilia, uma anomalia caracterizada pela ausência ou acentuada carência de Fator VIII no Sangue, que é um dos fatores de coagulação sanguínea.

Tendo nascido em 5 de fevereiro de 1944 na cidade brasileira de Ribeirão das Neves-MG, na na Região Metropolitana da capital mineira, como outros dois de seus irmãos — o sociólogo brasileiro, Betinho [Herbert José de Sousa], e o músico brasileiro, Chico Mário [Francisco Mário de Sousa] — herdou da mãe a hemofilia, distúrbio que impede a coagulação do sangue, fazendo com que a pessoa seja mais suscetível a hemorragias, e também deve ter sido criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a funerária, onde o pai trabalhava.
Henfil cresceu na periferia da cidade brasileira de Belo Horizonte-MG, onde fez os primeiros estudos, além de haver frequentado um curso supletivo noturno e um curso superior em sociologia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais], que abandonou após alguns meses. Foi embalador de queijos, contínuo em uma agência de publicidade e jornalista, até o início da década de 1960, quando se especializou em ilustração e produção de histórias em quadrinhos.

A estreia de Henfil como ilustrador deu-se em 1964, quando, a convite do editor e escritor brasileiro, Robert Dummond, começou a trabalhar na revista "Alterosa" de Belo Horizonte, onde criou "Os Franguinhos". Em 1965, passou a colaborar com o jornal "Diário de Minas", produzindo caricaturas políticas. Em 1967, criou charges esportivas para o "Jornal dos Sports" da cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ. Também teve seu trabalho publicado nas revistas "Realidade", "Visão", "Placar" e "O Cruzeiro". A partir de 1969, passou a colaborar com o "Jornal do Brasil" e com "O Pasquim".
Nessas publicações, seus personagens atingiram um grande nível de popularidade.

Já envolvido com a política do país, em plena vigência do AI-5 [Ato Institucional Nº 5], que então garantia a censura dos meios de comunicação brasileiros, num tempo em que os órgãos de repressão tinham total permissão para prender e torturar os "subversivos" no Brasil, Henfil criou, no início da década de 1970, a revista "Fradim" pela editora Codecri, que tornou seus personagens mais conhecidos ainda, e que tinha como marca registrada o desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros. Além dos fradinhos "Cumprido" e "Baixim", a revista reuniu também a "Graúna", o "Bode Orelana", o nordestino "Zeferino" e, mais tarde, "Ubaldo", o paranoico.

Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão [trabalhou na "Rede Globo" como redator do extinto programa "TV Mulher"] e literatura, mas ficou marcado mesmo, por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros.
Ele também tentou seguir carreira nos Estados Unidos da América, quando passou dois anos em um tratamento de saúde no país dos ianques. Como não teve lugar nos tradicionais jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações "underground", Henfil escreveu então, seu livro "Diário de um Cucaracha". De volta ao Brasil, ele também fez participação da revista "Isto É", onde escrevia uma coluna chamada "Cartas da Mãe".

Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Em 1972, quando Elis Regina fez uma apresentação para o exército brasileiro, Henfil publicou em "O Pasquim" uma charge enterrando a cantora, apelidando-a de "regente", junto a outras personalidades que, na ótica dele, agradariam então aos interesses do regime brasileiro de 1964, como os cantores brasileiros, Roberto Carlos e Wilson Simonal, o jogador Pelé e os atores Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra. Anos mais tarde, o cartunista disse que se arrependia apenas de ter enterrado Clarice Lispector e Elis Regina.

Após uma transfusão de sangue, acabou contraindo o vírus da AIDS. Ele faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras.

Fontes consultadas:

  1. pt.wikipedia.org/…
  2. cosemspb.org/…

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