Dia do fim da Semana de Esclarecimento e incentivo ao Exame de Próstata (23 de abril)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/3070

Próxima Celebração "Dia do fim da Semana de Esclarecimento e incentivo ao Exame de Próstata": Segunda-Feira, 23 de Abril de 2018, : daqui 185 dias, 04:16:08-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 7 minutos.

A Semana de Esclarecimento e incentivo ao Exame de Próstata com término em 23 de abril é uma comemoração a partir de 16 de abril de cada ano no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi instituída pela Lei Nº 4.919 de 14 de dezembro de 2006, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, em apoio ao "Dia Estadual de Combate ao Câncer da Próstata" do Estado dos cariocas em 16 de abril.

Conforme a Lei supracitada do Estado do Rio de Janeiro, durante essa semana comemorativa, deverá haver a realização de debate, palestra e esclarecimento da importância do exame preventivo e dos benefícios do diagnóstico precoce do câncer de próstata, contando com a participação de instituições públicas, ONGs [Organizações Não-Governamentais], entidades da sociedade civil e associações e entidades da terceira idade, entre outras.

Ainda de acordo com a referida Lei aqui mencionada, por ocasião dessa semana celebrativa, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro poderá organizar debates sobre o câncer de próstata, e desenvolver ações específicas voltadas para o enfrentamento dessa doença, podendo celebrar convênios com órgãos, associações e entidades cujo objetivo esteja vinculado com a divulgação, esclarecimento e incentivo à realização do Exame Preventivo do câncer da Próstata.

Segundo Consta, o câncer de próstata é um dos cânceres mais frequentes em homens, que não apresenta sintomas em sua fase inicial, e que, quando não diagnosticado a tempo, pode trazer sequelas como infertilidade, impotência sexual, infecção generalizada, problemas urinários e até mesmo a morte, mas que pode ser detectado principalmente através do toque retal, além do exame de sangue conhecido como PSA [Antígeno Prostático Específico ou "Prostate-specific antigen"] para uma enzima [glicoproteína] com algumas características de marcador tumoral ideal, a partir de uma proteína com função de liquefazer o sêmen e proteger o espermatozoide após a ejaculação.

Para conhecimento, todo câncer ocorre quando células malignas se multiplicam desordenadamente, e o câncer de próstata não é uma exceção.
Muito embora as causas do câncer de Próstata ainda não sejam completamente conhecidas, foram identificados alguns fatores de risco para essa doença que acomete uma glândula do sistema reprodutor masculino que produz e guarda parte do fluido seminal, entre eles:

  • idade: quanto maior a idade, maior a chance de desenvolver câncer de Próstata, pois o câncer de Próstata é o único cuja incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo que aproximadamente 60% dos cânceres de próstata são diagnosticados em homens com mais de 65 anos de idade;
  • histórico familiar: homens com 1 ou mais parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata mais do que duplica o risco de esse homem desenvolver a doença;
  • má alimentação: acredita-se que dietas ricas em gorduras, que muitas vezes são menos ricas em legumes e verduras, apresentem risco 2 vezes maior para câncer de Próstata, e alguns estudos sugerem que homens que consomem uma grande quantidade de cálcio, através dos alimentos ou suplementos, podem ter um maior risco de câncer de próstata;
  • raça: •Raça o câncer de próstata é mais frequente em homens de descendência africana do que em homens de outras raças, e pessoas de raça negra são mais propensos a serem diagnosticados em estágio avançado, e têm o dobro da probabilidade de morrer de câncer de próstata do que os homens brancos;
  • obesidade: acredita-se que homens obesos têm um risco maior de ter câncer de próstata mais agressivo, muito embora não estejam claras as razões para isso.

Segundo estatísticas, quase 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido à doença e cerca de 20% dos pacientes portadores de câncer de próstata ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora um declínio importante tenha ocorrido nas últimas décadas em decorrência principalmente de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população masculina.

Entretanto, há muita controvérsia ainda com relação aos benefícios do rastreio do câncer de Próstata. Acontece que foram realizados vários estudos randomizados a respeito da associação do rastreamento com mortalidade por câncer de Próstata, mas há problemas relacionados à metodologia e condução dos mesmos, seguimento curto, resultados conflitantes e o pequeno benefício em termos de taxas absolutas de redução de mortalidade. Em que pese estudos de autópsia haverem mostrado que o câncer de Próstata chega a acometer até 40% dos homens com 50 anos de idade, sabe-se que a incidência de tumores clinicamente importantes é muito menor. Isso mostra a grande variabilidade do câncer de próstata em termos de agressividade e atividade biológica.

Por isso, não há consenso entre as organizações de saúde a respeito do rastreamento do câncer de próstata. Aquelas contrárias argumentam que não existem evidências conclusivas de que a detecção precoce tenha influência na mortalidade específica por câncer de Próstata, além do fato de pacientes em rastreamento estarem expostos às complicações e aos efeitos colaterais de um possível tratamento desnecessário. Aquelas a favor do rastreio para detecção, argumentam que existem evidências de que o rastreamento é responsável pelo declínio da mortalidade em determinadas áreas. Já as Sociedades de Urologia norte-americana e Europeia indicam o rastreamento baseadas em estudos randomizados de grande porte e longo seguimento.

No entanto, o rastreamento universal de toda população masculina (sem considerar idade, raça e história familiar) não parece ser a melhor abordagem. Apesar de associado ao diagnóstico precoce e diminuição da mortalidade, pode trazer malefícios a muitos homens. Por isso, individualizar a abordagem parece ser fundamental neste sentido.
Diante disso, no Brasil, a Sociedade Brasileira de Urologia mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado para avaliação individualizada, tanto para detecção da HPB (Hiperplasia prostática benigna), quanto do câncer em fase inicial e ainda curável. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios. Após 75 anos, deverá ser realizado apenas àqueles com expectativa de vida acima de 10 anos.

A identificação de pacientes com alto risco de desenvolverem a doença de uma forma mais agressiva através de parâmetros clínicos, entre eles, a idade, a raça e a história familiar, por exemplo, ou parâmetros laboratoriais, como a análise de fragmentos de próstata retirados através de biópsia trans-retal, guiada por ultrassonografia, podem ajudar a individualizar a indicação e frequência do rastreamento. . A biópsia é normalmente indicada por aumento de PSA (75% dos casos), alteração de toque retal (20% dos casos) e aumento de PSA associado a alteração de toque retal (5% dos casos), o que significa que Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata apresentam PSA normal. Isso mostra a importância do toque retal na avaliação de rotina em homens acima dos 40 anos.

Outro ponto é o oferecimento da observação vigilante como forma de tratamento na doença de baixo risco. Esta abordagem consiste em avaliações periódicas através de toque retal, PSA e biópsia prostática em intervalos variados, com tratamento definitivo, caso seja identificada progressão da doença, poupando pacientes com tumores indolentes das consequências do tratamento radical.

O câncer de próstata caracteristicamente não leva a sintomas, especialmente em caso de tumor localizado. A presença de sintomas normalmente decorre de doença localmente avançada ou de hiperplasia prostática benigna associada. Sintomas obstrutivos ou irritativos são os mais comuns e resultam do crescimento do tumor para dentro da uretra ou da bexiga. Os pacientes atingidos pela HPB apresentam sintomas urinários flutuantes, com períodos de exacerbação do quadro e períodos espontâneos de melhora. Porém, se não tratados, podem evoluir com complicações como retenção urinária, litíase vesical, infecção urinária, insuficiência renal e hematúria macroscópica.
No entanto, em estágios mais avançados do câncer de Próstata, pode ser perceptível a dificuldade para urinar e a sensação de não conseguir exaurir a bexiga por completo e a presença de sangue na urina. Dor óssea, em especial na região das costas, em consequência da presença de métases, pode ser um importante sinal de que a doença se encontra em um estado mais grave e severo.

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  3. portaldaurologia.org.br/…
  4. samaritano.com.br/…
  5. clinicaarap.com.br/…
  6. www.oncoguia.org.br/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/3070

RSS/XML