Dia do Campeiro (11 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia do Campeiro": Domingo, 11 de Fevereiro de 2018, : daqui 112 dias, 10:28:45-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia do Campeiro em 11 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração extraoficial no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, que aparece em vários calendários tradicionalistas dos gaúchos.

Essa data comemorativa extraoficial do Rio Grande do Sul tem por fim, marcar a data do aniversário da morte do campeiro brasileiro sul-rio-grandense, Manoel Bento Pereira ou Maneco Pereira, que faleceu em 11 de fevereiro de 1926, e que é considerado como o maior laçador que os gaúchos conheceram em todos os tempos, pealando e laçando tanto com as mãos quanto com os pés, numa atividade cujas apresentações ainda ocorrem em competições campeiras de "provas de laço", "provas de rédeas", "provas de tambor", "provas de baliza", "cavalgadas" e "Gineteadas".

Para conhecimento, segundo o Livro "Maneco Pereira, o homem que laçava com o pé", publicado em 1967 pelo historiador brasileiro do Rio Grande do Sul, Osório Santana Figueiredo, e revisitado pelo então (pesquisador e jornalista brasileiro aposentado), Nilo Dias, Maneco Pereira nasceu no dia 18 de junho de 1848, no município brasileiro de Rio Pardo-RS. Ainda criança, foi com a sua família para a 'Estância do Curral de Pedras', no município brasileiro de Rosário do Sul-RS, onde seu pai trabalhou de capataz.

No século XIX, 'Curral de Pedras' era uma das maiores estâncias do Sul do Estado gaúcho. Hoje, no entanto, ela está dividida em mais de 10 fazendas, todas de regular tamanho, o que demonstra sua grandeza. O rebanho de gado do tempo de Manoel Bento Pereira alcançava mais de 42 mil cabeças de gado. Mesmo assim, aos 15 anos, Maneco Pereira já era o sota-capataz da estância, cargo que antigamente era dado ao peão que mais se destacasse nas lides de campo, permitindo que, com a morte do seu pai ele assumisse a função de capataz da estância. Foi quando conheceu a jovem gaúcha, Clara Veneral Penteado, natural de Batovi na cidade brasileira de São Gabriel-RS, com quem veio a casar, mudando-se para o então Posto de Santa Leonida, onde depois, sob sua orientação, foi construída a tão conhecida estância, que ainda hoje conserva o nome, com que foi batizada pelo famoso laçador.

De seu matrimônio, nasceram 12 filhos. Com a economia de longos anos de trabalho acumulou regular fortuna, o que, em março de 1892, lhe permitiu comprar no Batovi, a fazenda denominada Santa Clara, constituída de 20 quadras de sesmaria de campo. E também arrendou mais 20 quadras de outros herdeiros. Grande parte desses campos "Maneco Pereira" povoou com gado bagual, "reculutado" ardilosamente no banhado do rio Santa Maria, doado pelos proprietários, seus amigos. Foi em Batovi que Maneco Pereira fixou residência para o resto da vida. Foi onde viveu seus áureos dias de grandes campereadas, de famosas caçadas, de imensas alegrias. Foi onde sofreu também toda sorte de peripécias, as mais ingratas e cruéis que o destino lhe preparara para o resto da vida.

É quase incrível o que contam de suas façanhas praticadas em tempos idos. Tão espetaculares foram esses feitos, realizados numa época em que o laço e as boleadeiras faziam eximios manejadores, que a própria crítica, implacável e fria, soube exaltá-lo com destaque na era dos grandes campeiros, entre os mais respeitados que existiram: "Maneco Pereira" foi um laçador que tanto pealava e laçava com as mãos como com os pés, e não fazia isso por acaso, bastava advir ocasião. Com o laço nas mãos só não fazia chover. Era como um artista fazendo demonstrações da sua arte, num palco de diversões.

De acordo com o que se conta, por ocasião de sua morte, "Maneco Pereira" estava repontando uma ponta de gado para um campo vizinho, quando seu cavalo enredou-se em uma linha deitada de arame. O animal assustou-se e a queda foi tão violenta, que o velho campeiro ficou imprensado contra a cabeça do serigote, machucando-se gravemente. O ferimento agravou-se sensivelmente, deixando-o muito doente. Todos os recursos médicos da época foram mobilizados, mas de nada adiantou. Assim, morria "Maneco Pereira", tendo sido sepultado no dia seguinte no Cemitério do Joanico, situado no Batovi. No mesmo local descansam sua esposa, quase todos os filhos e muitos netos e parentes.

Fontes consultadas:

  1. www.folhadomate.com/…
  2. www.prosagalponeira.com.br/…
  3. www.musicagaucha.com/…
  4. www.rogeriobastos.com.br/…

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