Dia da Valorização do Militar Goiano (15 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia da Valorização do Militar Goiano": Quinta-Feira, 15 de Fevereiro de 2018, : daqui 119 dias, 05:34:07-02:00.
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O Dia da Valorização do Militar Goiano em 15 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro de Goiás, que foi estabelecida pela Lei Nº 17.844 de 5 de dezembro de 2012.

Conforme a Lei goiana supracitada, por ocasião das celebrações dessa data comemorativa, deverão ser realizadas homenagens no recinto da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em sessão solene a ser realizada na referida data ou na semana em que se inclua essa data festiva.
Diz ainda a referida Lei acima citada, que os militares que se destacarem operacional e administrativamente poderão ser agraciados com a "Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira", a ser entregue em sessão solene na semana dessa data celebrativa.

Esse dia festivo de goianos tem por fim, marcar a data da deflagração da "Operação Sexto Mandamento" da PF [Polícia Federal] do Brasil, que se deu em 15 de fevereiro de 2011, e que culminou com a prisão de 19 militares goianos num presídio Federal de segurança máxima na cidade brasileira de campo Grande-MS, sob a acusação de participação de um grupo de extermínio, que supostamente teria agido em Goiás havia quase uma década, e que possivelmente teria reunido muitos outros policiais militares goianos, responsáveis por mais de 40 mortes.

Essa prisão se deu com base no processo de nº 201002767711 do TJ-GO [Tribunal de Justiça de Goiás], referido apenas como "DD".

De acordo com o inquérito da PF, as investigações comprovaram uma completa articulação entre os denunciados para a construção de uma versão fantasiosa que buscou acobertar o assassinato do então cidadão perseguido, Deivid Dias, pelo suposto envolvimento numa quadrilha responsável pelo roubo de uma caminhonete modelo Hilux, numa sequência de 5 roubos de veículos de luxo na região, mas com o diferencial que aquele veículo em especial, estava rastreado por GPS, e para azar dos meliantes, o automóvel havia sido abastecido com combustível trocado, o que possibilitou a localização.
A PF classificou a ação que resultou na morte de Deivid Dias como "típica de grupo de extermínio, o que pode ser constatado pela forma como foi simulado o crime, semelhante aos diversos homicídios investigados na Operação Sexto Mandamento".
O Inquérito aponta que "Deivid Dias foi capturado vivo, dominado, interrogado e, posteriormente, sem qualquer possibilidade de defesa, executado pelos policiais militares".

Nesse inquérito, a gravação de uma conversa telefônica entre o então coronel da ativa na PM [Polícia Militar] goiana, Carlos César Macário, com o tenente-coronel da PM goiana, Ricardo Rocha, que estava sendo monitorada pela PF em 25 de junho de 2010, aponta que o coronel Macário afirmou: "se num matar um cara daquele a gente fica desmoralizado na cidade". Em resposta, Ricardo Rocha disse: "tem que passar o aço mesmo". Macário concluiu a conversa da seguinte forma: "tem que ter remédio amargo pra [sic] esse povo (risos), tanto que de outro jeito não resolve não".

Diante disso, a PF atribuiu então aos militares a responsabilidade por diversos crimes, entre eles: homicídio, ocultação de cadáver, formação de quadrilha, tortura, prevaricação, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito.

Após o término do inquérito da "Operação Sexto Mandamento", a PF [Polícia Federal] ofereceu denúncia ao MP-GO [Ministério Público de Goiás], que desmembrou o processo, pois os casos envolvendo os policiais militares ocorreram em cidades diferentes de Goiás. Porém, grande parte dos policiais militares, presos à época da deflagração da "Operação Sexto Mandamento" voltou à liberdade e continuou na ativa.

Fontes consultadas:

  1. www.gabinetecivil.goias.gov.br/…
  2. al.go.leg.br/…
  3. www.jornalopcao.com.br/…

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