Dia da Revolta Tibetana ou "Tibetan Uprising Day" (10 de março)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/2871

Próxima Celebração "Dia da Revolta Tibetana" ou "Tibetan Uprising Day": Sábado, 10 de Março de 2018, : daqui 142 dias, 05:37:16-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia da Revolta Tibetana ou "Tibetan Uprising Day" em 10 de março de cada ano, é uma celebração de partidários da independência do Tibete [principalmente no exílio na Índia, Nepal e outros lugares], que conta com o apoio de organizações e indivíduos que apoiam o Tibete livre, como Estudantes para um Tibete Livre ou "Students for a Free Tibet", e que, muitas vezes, é acompanhada pela emissão de uma declaração do Dalai Lama.

Durante essa data celebrativa, muitas vezes grupos pela independência do Tibete organizam protestos ou campanhas, para chamar a atenção sobre a situação no Tibete.
Em 2008, por exemplo, uma série de tumultos e confrontos violentos eclodiram na cidade tibetana de Lhasa quando os monges foram detidos durante manifestações pacíficas. Os acontecimentos em Lhasa desencadearam uma revolta em todo o país, com protestos que ocorreram em todas as regiões.
Nesse ano, a Administração Central Tibetana estimou em 336 o número de protestos contra a presença chinesa no Tibete.

Essa data comemorativa de partidários da independência do Tibete tem por fim, marcar a data do levante tibetano de 10 de março de 1959, contra a presença da RPC [República Popular da China] em território tibetano, presença esta, que começou em 1950, após uma invasão contundente e uma batalha feroz na localidade tibetana de Chamdo, quando o Partido Comunista da China assumiu o controle da região de Kham, a oeste do alto rio Yangtzé, mas que foi iniciada na prática a partir do acordo de 1951, com seus 17 pontos entre chineses comunistas e representantes do Dalai Lama.
O fracasso dessa rebelião armada resultou numa violenta repressão contra os movimentos tibetanos de independência, e ainda provocou a fuga para o exílio na Índia do 14º Dalai Lama tibetano, Tenzin Gyatso, onde ele instalou o Governo do Tibete no Exílio na localidade indiana de Dharamsala, juntamente com um grupo de líderes tibetanos e de seus seguidores, além de possibilitar a expansão para todo o tibete das reformas iniciadas em Kham no leste e Amdo no oeste [Sichuan e Qinghai, enquanto províncias na hierarquia administrativa chinesa].

Esse último conflito entre chineses e tibetanos teve seu nascedouro em 1913, quando o 13º Dalai Lama expulsou os representantes e tropas chinesas do território formado atualmente pela Região Autônoma do Tibete.
Muito embora essa expulsão tenha sido vista como uma afirmação da autonomia tibetana, essa independência proclamada do Tibete não foi aceita pelo governo da China nem recebeu reconhecimento diplomático internacional e, em 1945, a soberania da China sobre o Tibete não foi questionada pela ONU [Organização das Nações Unidas].

Para conhecimento, o Tibete é uma região de planalto da Ásia, que pertence a um território disputado, e que está situada ao norte da cordilheira do Himalaia. É habitada pelos tibetanos e outros grupos étnicos, como os monpas e os lhobas, além de grandes minorias de chineseshan e hui.
O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4 900 metros de altitude, por conta disso recebendo por vezes, a designação de "o teto do mundo" ou "o "telhado do mundo"".

A UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ou "United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation"] e a Enciclopédia Britânnica consideram o Tibete como parte da Ásia Central, enquanto outras organizações a veem como parte do Sul Asiático.

Durante a sua história, o Tibete existiu como uma região composta por diversas áreas soberanas, como uma única entidade independente e como um Estado vassalo, sob suserania ou soberania chinesa. Foi unificado pela 1ª vez pelo rei Songtsän Gampo, no século VII.
Por diversas vezes, da década de 1640 até a de 1950, um governo nominalmente encabeçado pelos Dalai Lamas (uma linhagem de líderes políticos espirituais tidos como emanações de Avalokiteśvara - Chenrezig, Wylie: [spyan ras gzigs] em tibetano - o bodisatva da compaixão) dominou sobre uma grande parte da região tibetana. Durante boa parte deste período a administração tibetana também esteve subordinada ao império chinês da Dinastia Qing.

Fontes consultadas:

  1. en.wikipedia.org/…
  2. www.studentsforafreetibet.org/…
  3. pt.wikipedia.org/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datas.blog/2871

RSS/XML