Dia da Policial Militar Feminina (1 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia da Policial Militar Feminina": Quinta-Feira, 1 de Fevereiro de 2018, : daqui 102 dias, 10:17:45-02:00.
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O Dia da Policial Militar Feminina em 1 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Pará, que foi instituída pela Lei Nº 7.576 de 14 de dezembro de 2011.

Essa data comemorativa de paraenses tem por fim, marcar a data do início das atividades do grupamento de Polícia Feminina do Estado do Pará ou 1º pelotão feminino da Polícia Militar do Pará, que se deu em 1° de fevereiro de 1982, oficializado por meio do decreto de criação nº 2.030 de 15 de dezembro de 1982. No mesmo período, a PMPA [Polícia Militar do Pará] inaugurou o Curso de Formação de Sargentos e o Curso de Formação de Soldados, sob a coordenação da coronel PM brasileira, Neuza, oriunda então da PMESP [Polícia militar do estado de São Paulo], e do Aspirante Oficial, PM Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, os quais, respectivamente, foram responsáveis pela formação das primeiras Alunas Sargentos e Alunas Soldados da Corporação.

À época, a subdivisão era composta por apenas 58 mulheres, que então não tinham qualquer referência de como se daria essa inclusão nos quadros da corporação, até ali, ocupados exclusivamente por homens. Hoje, passados mais de trinta anos de lutas, pela equidade de condições e conquista de espaço, elas correspondem a 15% do efetivo policial militar paraense. "Naquele tempo, tudo era mais difícil, não podíamos deixar o cabelo crescer, só podíamos usar esmaltes de cor clara, e, se fôssemos nos casar com um homem que também fosse policial, ele tinha que ser da mesma patente por sua pretendente", recorda a integrante da 1ª turma de mulheres policiais do Estado, Maurea Mendes, já na reserva. "Eu era professora, lecionava para crianças, quando, aos 22 anos, vi publicado no jornal o edital para ingresso na PM, e decidi encarar a empreitada, tendo Recebido então, total apoio da minha família, e, apesar de ter sido uma escolha feita na base do risco, acabou dando certo", contou a pioneira.
"Tenho 25 anos de corporação, e mesmo que a nossa missão de servir a sociedade possa nos custar o sacrifício da própria vida, continuo achando-a maravilhosa". "Ser policial feminina, É diferente, é uma rotina cansativa, porque pegamos no pesado, e sem nenhuma regalia por sermos mulheres, mas ao mesmo tempo é muito gratificante", declara Maurea.

Muitos obstáculos e paradigmas foram quebrados ao longo dessas quase 4 décadas. Hoje elas conduzem viaturas, integram tropas especiais como a Rotam e o Batalhão de Choque, ocupam cargos nas áreas de gestão e administrativa, e algumas são comandantes de unidades. Para o então comandante Geral da Polícia Militar no Pará, coronel Roberto Campos, numa declaração de 2016, não há diferença entre homens e mulheres na corporação. Para ele, "a mulher ocupa o seu espaço dentro da instituição; ela gerencia, comanda e atende o público, tão bem quanto o homem, principalmente nesse contato, quando há uma conversa, um diálogo, uma orientação, e a mulher, pela sua natureza humana, tem esse dom", pondera.
Ele também acredita que em um futuro não muito distante será possível ver mulheres em cargos de comando na corporação. "Hoje vemos mulheres dirigindo viaturas, fazendo abordagens na rua, participando de tropas especiais, como a Rotam e o Choque". "Elas estão na área de gestão e administrativa, são comandantes de unidade". "Espero, antes de sair para a reserva, ver uma mulher liderando um comando intermediário". "Esse será um passo importante, tanto para elas, como para a própria Polícia Militar do Pará", conclui Roberto Campos.

Numa das comeorações desse dia festivo, a então soldado brasileira, Andrezza Jucá, por exemplo, 21 anos, à época com 2 anos e meio de corporação, contava que, "no início eu encarei como uma aventura, uma novidade, mas acabei gostando do dia-a-dia, das lutas e obstáculos inerentes à profissão". "As policiais femininas emprestam beleza, simpatia e delicadeza ao trabalho policial, mas também mostram sua força quando é preciso, e, nesses tempos difíceis que temos vivido, é preciso impor respeito e mostrar a firmeza necessária em determinadas situações”, relatava a soldado durante essa data festiva, apostando na garra feminina. "Nós somos poucas, mas temos qualidade, somos mulheres fortes e que sabem agir na hora da dificuldade”, dizia ela então.
A soldado Andrezza contava ainda, que, mesmo com pouco tempo de farda, já teve a oportunidade de passar por algumas situações de perigo. Certa vez, por exemplo, ela voltava para casa de ônibus, quando 2 homens armados subiram no coletivo, e renderam o cobrador. Ao perceber a movimentação, ela ficou em alerta e aguardou o melhor momento para agir. "Foi bem difícil, mas consegui reverter a situação, e evitar a ação dos bandidos, sempre mantendo a calma e priorizando a segurança dos passageiros", lembrava ela, revelando que tem projetos para a carreira policial. "A Polícia Militar é a minha 2ª família". "É um sonho que se tornou realidade, e a minha meta é seguir carreira e chegar ao oficialato", contava a soldado.

Outro exemplo de dedicação é a soldado brasileira, Brenda Lorena Santos, 23 anos à época da entrevista. Ela estava então há 2 anos na PM, por influência da tia e da prima, que também são policiais. "Apesar da forte influência familiar, eu sempre vi o trabalho do policial como valoroso". "Nós temos a missão de resguardar vidas humanas, e o fazemos auxiliando pessoas que nem nem conhecemos". "Ainda assim, o sentimento de recompensa pelo dever cumprido é o que nos move". "Só quem é policial militar sabe do que estou falando", completa ela.

Fontes consultadas:

  1. bancodeleis.alepa.pa.gov.br/…
  2. www.pm.pa.gov.br/…
  3. www.agenciapara.com.br/…
  4. www.pm.pa.gov.br/…

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