Dia da Imprensa Espírita (26 de julho)

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Próxima Celebração "Dia da Imprensa Espírita": Quinta-Feira, 26 de Julho de 2018, : daqui 245 dias, 23:51:40-02:00.
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O Dia da Imprensa Espírita em 26 de julho de cada ano, é uma comemoração do Brasil, que também aparece como "Dia Nacional da Imprensa Espírita", e que foi instituída durante o 8º CBJEE [Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas], realizado de 17 de abril a 21 de abril de 1982 na cidade brasileira de Salvador-BA, com a presença de cerca de 500 pessoas de 22 estados brasileiros, que além de instituírem esse dia festivo, também participaram de discussões de teses, painéis, mesas redondas e cursos específicos sobre jornalismo espírita, rádio, televisão e oratória.

Essa data comemorativa tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do extenógrafo, escritor e militar brasileiro, Luis Olímpio Telles de Menezes, que veio ao mundo em 26 de julho de 1825 no Estado brasileiro da Bahia, e que além de pioneiro do espiritismo, também é considerado pioneiro da imprensa espírita no Brasil e patrono da imprensa espírita brasileira.

E não é para menos. Em 17 de setembro de 1865, Luis Olímpio idealizou a fundação do "Grupo Familiar do Espiritismo" [sociedade cientifica "Associação Espirítica Brasileira", por conta do indeferimento do registro de Sociedade Espírita Brasileira], que é tido como o 1º e legítimo agrupamento de espíritas no Brasil.
Por ocasião da reunião da fundação dessa 1ª agremiação doutrinária espírita no Brasil, ocorrida a partir das 20:30, um espírito que se denominou "Anjo de Deus" ["Anjo Brasil" segundo outros autores, e que alguns associam ao próprio "Ismael"], enviou psicograficamente uma mensagem, cujo teor muito sensibilizou os presentes nesse histórico evento.

Telles de Menezes também foi o fundador do jornal espírita, "O Echo d'Além Túmulo" [com o subtítulo: "Monitor do Espiritismo no Brasil"], que é considerado como o 1º jornal espírita das Terras Brasilis, e que foi pela 1ª vez anunciado em 8 de março de 1969,

através de um discurso proferido por Luis Olímpio no Grêmio dos Estudos Espiríticos da Bahia, com as seguintes palavras:
"A nós, que nos achamos hoje reunidos, constituindo, naturalmente, o Grêmio dos Estudos Espiríticos na Bahia, e a quem uma certa vocação do Alto cometeu o empenho desta árdua missão, árdua e até espinhosa, sim, mas irradiante de bem fundadas esperanças, incumbe, pelos meios que de mister é serem empregados, propagar essa crença regeneradora e cristã, fazendo-a chegar indistintamente a todos os homens; e o meio material que a Providência sabiamente nos oferece para levar rapidamente a palavra da verdade à inteligência e ao coração de todos os homens, é a Imprensa."

Esse 1º periódico espírita brasileiro com suas 56 páginas, era impresso na tipografia do Diário da Bahia, chegando a circular também na cidade e capital inglesa de Londres, na cidade e capital espanhola de Madri, na cidade e capital francesa de Paris e em Nova Iorque nos Estados Unidos da América, e foi lançado de fato em julho de 1869, 3 meses após a desencarnação do professor e pedagogo francês, além de codificador e sistematizador da Doutrina Espírita, Hippolyte Léon Denizard Rivail [conhecido como Allan Kardec].

Como a grande maioria das atitudes pioneiras conta com seus detratores, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a pregar acerca dos malefícios da nova doutrina, e lançou em 25 de julho de 1867, uma "Carta Pastoral" datada de 16 de junho desse mesmo ano, no formato de opúsculo e com o título "Erros perniciosos do Espiritismo", na qual acusava violentamente o Espiritismo, recorrendo então a argumentos tidos como inverdades pelos espíritas.
para responder a essa Carta Pastoral, nesse mesmo ano, Teles de Meneses escreveu uma carta aberta [publicada em duas edições] ao então Arcebispo da Bahia e Cardeal Primaz do Brasil, Dom Manoel Joaquim da Silveira, onde afirmava:
"O Espiritismo tem de passar por provas rudes, e nelas Deus reconhecerá sua coragem, sua firmeza e sua perseverança. Os que se ausentam por um simples temor, ou por uma decepção, assemelham-se a soldados que somente são corajosos em tempo de paz, mas que, ao primeiro tiro, abandonam as armas."
Acredita-se que essa carta tenha se constituído na primeira obra espírita de autor brasileiro que foi publicada no Brasil.
Essa polêmica tinha como seu principal ponto de discordância a questão da reencarnação, e foi encerrada depois de um longo tempo, pelas palavras do padre brasileiro, Juliano José de Miranda, que, para colocar um ponto final nas discórdias de católicos e espíritas baianos de então, e ciente de que Teles de Meneses era católico de nascimento, sabiamente disse: "Espiritismo e Catolicismo são a mesma Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo".

Fontes consultadas:

  1. www.cpdocespirita.com.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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