Dia da Imprensa Catarinense (28 de julho)

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Próxima Celebração "Dia da Imprensa Catarinense": Sábado, 28 de Julho de 2018, : daqui 249 dias, 23:19:08-02:00.
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O Dia da Imprensa Catarinense em 28 de julho de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro de Santa Catarina, que foi estabelecida pela Lei Nº 12.946 de 28 de abril de 2004.

Essa data comemorativa de catarinenses tem por fim, marcar a data do início da circulação do jornal "O Catharinense", que começou a ser distribuído em 28 de julho de 1831 na antiga Desterro [atual Florianópolis-SC e capital da então Província brasileira de Santa Catarina].
Esse 1º jornal com suas 6 páginas era semanal, e foi editado no pequeno formato de 15,3 x 21,5 centímetros, pelo jornalista, militar e político brasileiro, Jerônimo Francisco Coelho, como o 1º jornal do atual Estado de Santa Catarina.

Segundo o professor do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Itajaí, Mario Luiz Fernandes, "como não houvessem pessoas na província que então conhecessem a técnica de impressão, Jerônimo Coelho foi o redator, editor, compositor e impressor desse 1º jornal".
Naquele tempo, também não haviam vendedores ambulantes, e "O Catarinense" era vendido a sessenta réis, na casa do próprio editor na rua do Livramento (atual Trajano), onde também estava instalada a gráfica, e em algumas casas comerciais da Ilha.
A assinatura custava então mil réis, pelo período de 3 meses. Os primeiros anúncios, entre eles os da venda de escravos, apareceram somente na edição de número 22, que foi publicada em 5 de janeiro de 1832, ano que também marca o momento do desaparecimento do jornal.
Ainda conforme Mario Luiz, no editorial de capa da edição inaugural, Jerônimo Coelho apresenta "O Catharinense" como um sentinela da liberdade movido pelo amor pátrio” e não "pelo sórdido interesse".
A partir de então, a inocência da província "não terá que gemer em silêncio, e aqueles que a oprimirem, terão de ser dados como opressores da humanidade".
O jornal coloca-se como "redentor do povo contra os opressores". As palavras mais agressivas são dirigidas ao então Ex-Imperador do Brasil, Dom Pedro I, a quem Jerônimo Coelho classifica de "estúpido, avarento e doido, que há pouco, espavorido, abandonou as praias do solo americano".
E continua seu ataque mordaz, convidando os provincianos a combater "esses orgulhosos mandões que, comumente, nas povoações pequenas, costumam ser o flagelo dos fracos".

Conforme a historiadora brasileira, Joana Pedro, que é citada no trabalho de Luiz Fernandes:
O 1º periódico, além de depender da iniciativa de pessoas ligadas e interessadas no poder público, ainda tinha nos funcionários públicos, o principal público leitor.
(...) "até a década de 30 do século XIX, e ainda por muito tempo, o poder público, ou seja, os inúmeros funcionários civis e militares da administração pública, eram os principais elementos da elite local. Formavam, possivelmente, o único público capaz de ler os periódicos locais, ou aqueles trazidos de outras cidades pelas embarcações".

Fontes consultadas:

  1. carapicu.alesc.sc.gov.br/…
  2. www.ufrgs.br/…

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