Dia da Caridade Católica (27 de setembro)

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Próxima Celebração "Dia da Caridade Católica": Quinta-Feira, 27 de Setembro de 2018, : daqui 307 dias, 22:03:38-02:00.
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O Dia da Caridade Católica em 27 de setembro de cada ano, é uma comemoração da Igreja Católica, que também é celebrada como "Dia Nacional dos Vicentinos" no Brasil, em louvor a São Vicente de Paula.

Essa data comemorativa da Igreja Católica, que também está de alguma forma oficializada no Brasil, tem por fim, marcar a data do aniversário da morte de São Vicente de Paula, que faleceu em 27 de setembro de 1660 na cidade e capital francesa de Paris, tendo sido sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro nessa mesma cidade.

Para conhecimento, Vicente de Paula foi um sacerdote francês, que nasceu em 24 de abril de 1581 [uma terça-feira de Páscoa], e que foi canonizado como Santo da Igreja Católica na cidade e capital Italiana de Roma pelo Papa Clemente XII, em 16 de junho de 1737. Ele foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.
Desde cedo, vicente se destacou por sua notável inteligência e devoção. Ele fez seus primeiros estudos na localidade francesa de Dax, e após 4 anos de estudos, logrou tornar-se professor do lugar. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Em 23 de setembro de 1600, aos dezenove anos de idade, foi ordenado sacerdote.
Logo depois de ordenado padre, teve de passar por sua 1ª provação: uma viúva que gostava de ouvir suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança: uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante na localidade francesa de Marselha.
Em 1605, durante o retorno desta viagem a Marselha, o navio em que ele se encontrava foi atacado por piratas turcos. O então Padre Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram para a cidade e capital tunisiana de Túnis , onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, então um renegado, que antes era católico mas, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. O fazendeiro renegado tinha 3 esposas: uma delas era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo Vicente, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ao saber da história do fazendeiro com a religião Católica, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão do então escravo Vicente se arrependeu de sua abjuração e propôs a Vicente uma fuga para a França, que só se realizou 10 meses mais tarde, já em 1607. Para a fuga, eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes, já em solo francês, eles foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente da religião muçulmana, retornando então à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado. Qquando o Vice-Legado necessitou viajar para a cidade e capital italiana de Roma, levou os 2 em sua companhia. Durante a estada na cidade italiana, Padre Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. Já o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.
Ainda durante a estada de Vicente em Roma, o Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei francês, Henrique IV da França, e o Padre Vicente foi escolhido como fiel depositário do mesmo. Por conta de sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da então Rainha de França, Margarida de Valois [a rainha Margot]. Neste seu cargo, Padre Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. A partir de 1610, após o assassinato de Henrique IV da França, o Padre Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, que havia sido fundada pelo Cardeal francês, Pierre de Bérulle. Mais tarde, o Cardeal Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paula para vigário de Clichy, então um subúrbio de Paris. Durante a sua estada em Clichy, Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido do Cardeal Bérulle, o Padre Vicente partiu para residir no
Palácio dos Gondi e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés. Naquele período, a Marinha francesa estava em plena expansão, e para resolver o problema da então carência de mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente se empenhou nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que neste interim viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés, Vicente chegou até a se colocar no lugar de um dos prisioneiros para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Padre Vicente também acompanhava a senhora de Gondi em visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi neste mister que Padre Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Na missa dominical, ele fazia com o povo uma sessão de confissão comunitária. Conseguiu a adesão de outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Por 5 anos Padre Vicente esteve nas terras da família Gondi. Depois foi a Paris, e mais tarde, a pedido do Cardeal Bérulle, voltou para a casa dos Gondi, onde permaneceu por mais 8 anos.
A piedade heróica de Padre Vicente conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual em que se achavam os camponeses franceses, ele fundou em 1625 a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, e que tinham como missão, a evangelização do "pobre povo do interior" francês. Porém, apenas 7 anos mais tarde, através da Bula Papal de 12 de janeiro de 1633, é que o Papa Urbano VIII, reconheceu oficialmente a Congregação da Missão.
Em 1643, o então rei francês, Luís XIII de França, pediu para ser assistido em seu leito de morte pelo Padre Vicente, tendo morrido em seus braços. Depois disso, ele foi nomeado pela Regente francesa, Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência [para assuntos eclesiásticos] dessa Regência.
A partir de um apelo feito pelo Padre Vicente durante um sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade [Confraria da Caridade]. A 1ª irmã desta Confraria da Caridade foi a camponesa francesa, Margarida Nasseau, que então contou com a orientação espiritual de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas 4 irmãs nos seus primeiros tempos, hoje a Confraria conta com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas Conferências das Terças-Feiras [Confraria de Caridade para homens].
Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paula foi o criador de inúmeras obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Muitos acreditam que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa sua virtude. Vicente sempre buscava o bem da Igreja Católica. São Vicente de Paula foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que foram inspiradas por ele a Associação dos Filhos de Maria, hoje Juventude Mariana Vicentina, criada a pedido da Virgem Maria durante uma aparição a Santa Catarina Labouré na noite de 18 de julho de 1830, e as Conferências Vicentinas, fundadas em 23 de abril de 1833 por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros. Espalhadas no mundo inteiro, essas e muitas outras obras vivem permanentemente dos exemplos e ensinamentos de São Vicente de Paula. Devido a isso, em 12 de maio de 1885, o Papa Leão XIII declarou-o "patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica".

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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