Dia da Agroindústria (22 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia da Agroindústria": Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, : daqui 90 dias, 14:32:37-02:00.
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O Dia da Agroindústria em 22 de janeiro de cada ano, é uma comemoração nos Estados brasileiros do Mato Grosso [Lei Nº 6.910 de 2 de julho de 1997] e São Paulo [Lei Nº 9.213 de 8 de dezembro de 1995].

Essa data comemorativa de paulistas de mato-grossenses tem por fim, marcar a data da Fundação da atual cidade brasileira de São Vicente-SP, que foi realizada em 22 de janeiro de 1532 pela iniciativa do colonizador português, Martim Afonso de Souza, como a 1ª vila do Brasil, cujo evento é tido também como o início da agroindústria de açúcar nas Terras Brasilis, a partir do incentivo desse nobre português para que se plantasse cana junto a nova vila, com instalação do 1º engenho de açúcar do Brasil, o Engenho do Trato ou Engenho do Governador, mais tarde denominado Engenho de São Jorge dos Erasmos, dando o pontapé de partida para a agroindústria açucareira nacional do Brasil.

Para conhecimento, por volta do ano 1000, índios tupis, procedentes da Amazônia, conquistaram a região atualmente ocupada por São Vicente, expulsando, então para o interior, os seus habitantes anteriores, (os chamados tapuias). Quando a expedição comandada pelo conquistador português, Gaspar de Lemos, chegou à região, em 22 de janeiro de 1502, deu à ilha, o nome de São Vicente, em homenagem a Vicente de Saragoça, um dos padroeiros de Portugal. O local, no entanto, já era conhecido pelos índios tupiniquins, que a habitavam como ilha de Gohayó.

Visto que durante os primeiros 30 anos, o Brasil tinha sido pouco explorado pelos portugueses, mas era alvo da cobiça de outros povos, como os franceses e ingleses, outro fidalgo português, Martim Afonso de Sousa, um amigo de infância do soberano, foi nomeado pelo então rei português, Dom João III de Portugal, como donatário de duas capitanias hereditárias, que àquele tempo incluíam também a ilha de São Vicente, e enviado pela coroa portuguesa para explorar a nova colônia, e colocar marcos territoriais no litoral atlântico e no Rio da Prata.
Depois de aportar na Bahia e no Rio de Janeiro, Martim Afonso seguiu para o sul até Cananeia, no litoral paulista, quase na divisa com o Paraná. Enviou então 80 homens mata adentro, na esperança de descobrir ouro na nova terra, pois os portugueses pensavam que aqui encontrariam minas de ouro e prata, como ocorrera com os espanhóis no México. Estes desapareceram e nem um grama de ouro foi encontrado. Continuou mais ao sul, tentando achar o rio da Prata, na fronteira entre Argentina e Uruguai. Na volta, chegou à ilha de Santo Amaro [hoje Baixada Santista].

à frente de uma expedição com cerca de 500 pessoas, incluindo tabeliães e oficiais de Justiça para impor a lei, padres e soldados, e guarnecida por munição, tecidos, ferramentas, mudas de plantas, animais e utensílios domésticos, a chegada da sua esquadra na ilha se deu em 20 de janeiro de 1532, mas, devido ao mau tempo só puderam descer em terra firme 2 dias após a chegada. Os portugueses preferiam instalar-se nas ilhas, pois elas facilitavam a defesa ou a fuga em caso de ataques indígenas ou de piratas. Na ilha de Santo Amaro, havia umas dez casas, talvez o que restasse de uma antiga feitoria.

Martim Afonso de Sousa fundou a vila de São Vicente em 22 de janeiro de 1532, não sem oposição dos nativos locais. Segundo se conta, durante 3 anos, manteve contínuas guerras com os bárbaros, índios carijós, guaianases e tamoios, até conquistar o lugar, apesar da oposição que neles achou, sendo-lhe então necessário valer-se de todo o seu esforço contra a contumácia com que os índios lhe resistiam; "porque, na posse da liberdade natural, reputavam em menos as vidas que a sujeição do poder estranho"; "mas, vencidos em vários encontros, cedeu a rebeldia para que, com maior merecimento e glória, fundasse Martim Afonso a vila de São Vicente".

Apesar dos embates, logo ao desembarcar, Martim Afonso foi tratando de instalar em sua nova vila, os símbolos do poder organizado para a administração da colônia, construindo a igreja dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a Casa do Conselho [atual câmara Municipal], o pelourinho, o fortim, o estaleiro e mais casas que abrigassem colonos e funcionários, e realizando as primeiras eleições de que se tem notícias na história de todo o continente americano.
Como atividade econômica da nova vila, deu início à cultura da cana-de-açúcar, com a plantação das primeiras mudas, trazidas da Ilha da Madeira, e com a instalação do 1º engenho. Mas a implantação deste esquema exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais para a produção açucareira. Estas eram a pecuária e a agricultura de subsistência. As primeiras cabeças de gado a chegarem ao Brasil na capitania de São Vicente em 1534, vieram do arquipélago de Cabo Verde.
Essas primeiras mudas de cana-de-açúcar se aclimataram muito bem por aqui. Os portugueses queriam montar engenhos de cana-de-açúcar na nova terra e fazê-los produzir bastante, vendendo o açúcar na Europa. Afinal, o produto era muito valioso na época. Essa iniciativa foi um sucesso: calcula-se que em 1557 já havia 12 engenhos na cidade. É provável que quem trabalhava nos engenhos e na feitoria fossem os índios inimigos que eram aprisionados pelos tupiniquins, então aliados dos portugueses.

Nos primeiros anos, várias foram as dificuldades enfrentadas pelo povoado, sobretudo os ataques de indígenas e de corsários contra a nova vila. O 1º combate de monta de que se tem notícias, foi travado com os tamoios, que se opunham à fixação dos novos habitantes. Foi necessária a presença de João Ramalho, vindo com Tibiriçá, da Borda do Campo, para auxiliar no controle dos índios. Outro grande embate foi a chamada "Guerra de Iguape", travada contra alguns espanhóis liderados pelo conquistador de Espanha, Ruy Garcia de Moschera, que, virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, instalaram-se nos arredores da província vicentina a partir de 1534. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila chamada por eles de I-Caa-Para, e venceram algumas batalhas contra corsários franceses. Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em contrapartida, Garcia de Moschera e seus seguidores embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, levando inclusive o Livro Tombo, e deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes, por volta de 1536 ou 1537. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras, (que então arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", os espanhóis foram forçados a se retirarem: primeiramente para a Ilha de Santa Catarina e, depois, para Buenos Aires.
No ano de 1542, novo desastre abateu a cidade, desta vez provocado pelo mar, que destruiu grande parte das construções, incluindo a matriz, a Casa do Conselho e a cadeia. Refazendo-se aos poucos, a vila continuou sofrendo ataques e saques de corsários como o de 1591, promovido pelos piratas enviados pelo corsário inglês, Cavendish, ou o de 1615, comandado pelo corsário holandês, Joris van Spilbergen.

Além de ser considerada a 1ª cidade brasileira, São Vicente é considerada também o berço da democracia americana, pois foi lá que se instalou algo equivalente à 1ª Câmara Municipal das Américas, onde foram realizadas as primeiras eleições do continente americano para seus ocupante [hoje chamados Vereadores no Brasil], em 22 de agosto de 1532.
Transformada em município em 29 de outubro de 1700, São Vicente perdeu sua posição de destaque na região, com a expansão da cultura cafeeira no planalto, fase em que Santos tornou-se o principal porto exportador do País. No século XX, estabeleceu-se como cidade turística e pólo industrial. Hoje, a cidade, situada na metade ocidental da Ilha de São Vicente, que compartilha com Santos, baseia a sua economia no comércio e turismo. Parte do município se estende pelo continente, em duas porções distintas: o bairro de Japuí, ligado à cidade por uma ponte, construída em 1914 pelo engenheiro brasileiro, Saturnino de Brito, no caminho que ruma à Praia Grande; e ao distrito de Samaritá, que inclui também os bairros do Jardim Humaitá, Parque Continental, Parque das Bandeiras, Jardim Rio Branco, Samaritá, Vila Ema e o Quarentenário, situados ao longo da rodovia Padre Manuel da Nóbrega, entre Cubatão, Praia Grande e os contrafortes da Serra do Mar.

Fontes consultadas:

  1. www.al.mt.gov.br/…
  2. www.al.sp.gov.br/…
  3. www.historiamais.com/…
  4. www.novomilenio.inf.br/…
  5. produtos.seade.gov.br/…
  6. pt.wikipedia.org/…

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