Dia Adotanimal (30 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia Adotanimal": Terça-Feira, 30 de Janeiro de 2018, : daqui 98 dias, 14:30:25-02:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

O Dia Adotanimal em 30 de janeiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de São Paulo, que foi estatuída pela Lei Nº 14.907 de 19 de dezembro de 2012.

Essa data comemorativa do Estado de São Paulo foi criada em tributo de uma tradicional feira gratuita de adoção de animais, que tem sido realizada no Município brasileiro de Santo André-SP, com o apoio de veterinários e agentes da GCZ [Gerência de Controle de Zoonoses] da cidade santo-andreense, e que tem sido responsável por dar um lar a inúmeros animais, entregues ao novo dono já com o RGA [Registro Geral de Animal] cadastrado em nome dos adotantes [necessariamente maiores de 18 anos], além de que os cães e gatos disponíveis para adoção já são castrados [quando maiores de 5 meses], vacinados, vermifugados, e ainda estão de banho tomado, e com adereços.

Os animais disponíveis para adoção diferem em raça, temperamento e idade. Veterinários e agentes da Gerência de Controle de Zoonoses ficam disponíveis no local da feira, informando sobre os cuidados necessários após a adoção e dando orientações sobre a posse responsável e os cuidados necessários para os novos amigos adotados. Os interessados passam por uma breve entrevista para avaliar as reais condições de adoção e se o perfil da pessoa se adéqua aos padrões solicitados. No caso de animais menores de cinco meses para adoção, estes inicialmente não são castrados, porém é obrigatório o procedimento de castração quando atingirem a idade apropriada para tal. Àqueles que adotam um animal na feira de adoção ou na GCZ, a castração é realizada pela prefeitura com convênio com a UIPA [União Internacional Protetora dos animais] da cidade de São Paulo-SP e  Clínicas Veterinárias da região.

Para conhecimento, o "Projeto de Posse Responsável" da Secretaria de Educação do Estado de São paulo, criado em parceria com a Sabina Escola Parque do Conhecimento da Travessa Juquiá na altura do nº 135 da Vila Eldízia em Santo André-SP, tem como objetivo despertar nas crianças e adultos a preocupação com o bem-estar dos animais, o combate ao abandono, a importância da atenção aos cuidados necessários para a boa saúde do animal e, consequentemente, da sociedade, pois a posse responsável de animais domésticos torna-se cada vez mais uma nova e estimulante reflexão na busca de novas fórmulas de se resolver o aumento da população de cães e gatos nas cidades. Essa postura propicia a melhoria nas condições de vida do animal, uma vez que contribui para a prevenção de agravos. Trata-se de um valioso instrumento de Saúde Pública. Ser um proprietário responsável inclui adotar procedimentos e cuidados que garantam não só o bem-estar do animal, como também a multiplicação dessas experiências para todas as pessoas do seu convívio. Escolas particulares e públicas agendam participam de aulas focadas para alunos da educação infantil e do ensino fundamental, com ensino direcionado a posse responsável de animais de estimação.

Conviver com um bicho de estimação pode ser um privilégio e pode mudar a vida das pessoas circunstantes para muito melhor. No entanto, alguns cuidados devem ser observados para que essa relação seja realmente harmoniosa e feliz. Por outro lado, a superpopulação desses animais tem sido um problema vivido pela maioria dos centros urbanos em todo o mundo; em muitos casos, o triste destino desses animais é o abandono e muito sofrimento.

Ao domesticar o cão e o gato, há milhares de anos, o homem tornou-se responsável ou irresponsável pelo bem-estar desses animais. Assim, o desequilíbrio na população animal levou a excessos populacionais, que, juntamente com a falta de saneamento e o crescimento desordenado das cidades, propiciaram a disseminação de zoonoses. O pelo, a saliva, as patas, as fezes e a urina de gatos e cachorros abrigam diversos microorganismos capazes de provocar doenças, como: raiva, sarna, brucelose, leptospirose, toxoplasmose, criptococose, larva migrans ou bicho geográfico, entre outras. Um gato ou um cão solto nas ruas pode acarretar muitos problemas: transmissão de doenças; possibilidade de o animal atacar outros animais ou pessoas (e no caso de ataques a crianças, as consequências costumam apresentar extrema gravidade). Perigo de o animal abandonado sofrer um acidente automobilístico (com danos muitas vezes irreparáveis). Sujeira nas vias públicas, por conta do aumento da quantidade de dejetos fecais; deterioração do meio ambiente, pela destruição de sacos de lixo, (onde animais errantes procuram sua alimentação nas ruas). E ainda, procriação sem controle, contribuindo para agravar ainda mais o problema das superpopulações de animais errantes.
Diante disso, a sociedade deve se aliar aos órgãos públicos no sentido de diminuir a quantidade de animais errantes em nossas cidades. Só assim se aumentará a qualidade de vida dos animais e da própria população. Por isso, é fundamental que o animal de estimação tenha sempre uma coleira com uma placa ou medalha de identificação. Desse modo, quando o animal foge ou se perde pode-se achá-lo.

Nesse contexto, surgiu a posse responsável que implica em manter o animal dentro do espaço doméstico, a fim de evitar transtornos relacionados com animais errantes. A posse responsável implica em suprir uma série de condições, tais como: frequentar regularmente o médico veterinário; fornecer boas condições ambientais, entre elas, espaço adequado; higiene; cuidados para evitar a superpopulação; vacinar regularmente o animal (contra a raiva e outras moléstias); proporcionar ao animal atividades físicas e momentos de interação com as pessoas, lembrando-se que o animal só deve passear em vias públicas devidamente contido, utilizando coleira e guia; responsabilizar-se pela limpeza dos dejetos de seu animal; evitar a procriação inconsequente, isolando o animal nas fases de cio ou utilizando métodos anticoncepcionais.

A procriação por exemplo, deve ser planejada, de forma a garantir um futuro saudável aos filhotes, no mínimo, com os mesmos cuidados dispensados aos pais da ninhada. Nesse sentido, a posse responsável também implica em evitar o cruzamento do animal doméstico de maneira descontrolada. O (a) proprietário (a) deve saber que, a cada cruzamento, uma nova ninhada vai ser gerada, exigindo os mesmos cuidados com relação à higiene, alimentação, espaço físico, cuidados com a saúde. Portanto, só se deve permitir um cruzamento quando houver garantia de que a ninhada não ficará desassistida.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. www.al.sp.gov.br/…
  3. www2.ib.unicamp.br/…

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